Vive o país em crise, porque as despesas são maiores do que as receitas. Cabe ao governo equilibrar as contas para que a crise passe. Para isso o governo distribui o mal pelas aldeias, aumenta impostos, corta salários e subsidios, mas não vai às causas que deram origem à crise e sem combater as causas a crise irá continuar, e as causas são conhecidas de todos. Sobre o tema eu fiz este poema
As contas nunca batem certas
Crescem sempre para mais
Na hora de apresentar contas
Elas são diferentes das iniciais
Os nossos mestres de obras
Não ficam bem neste retrato
Nas contas que eles fazem
Dois e dois, não são quatro
Levam muito tempo a fazer
Mais tempo, que o esperado
Mas são obras muito valiosas
Obras de custo acrescentado
O erro, é igual à mentira
Errar, é como quem mente
Quem erra e não tem castigo
Erra uma vez e erra sempre
Castigavam-se as crianças
Que não sabiam a tabuada
Uma reguada por cada erro
E estes? Não levam nada?
O Estado não paga a horas
Anda com as contas relaxadas
E os privados põem na conta
Os juros, das contas atrasadas
O Estado não dá o exemplo
Devia de fazer, mas não faz
Mas faz bonitos discursos
Como fazia o Frei Tomás
O Zé Povinho paga tudo
Paga o certo e paga o errado
E ainda paga juros de mora
Quando paga atrasado
Custam-nos os olhos da cara
Tantos erros, tanto deslize
Com tantas contas erradas
Nunca mais, saímos da crise
domingo, 13 de fevereiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
Poema: O rei consumidor vai nú
A época de Natal e Ano Novo é uma época de grande consumo, de luxo e de ostentação. Consumir e fazer vida de rico é muito bom, mas tem um problema, é preciso dinheiro, na altura de Natal, todos se esforçam por comprar sempre mais alguma coisa, o que é incentivado pela publicidade e os comerciantes agradecem.
Mas tudo têm um custo, que tem de ser pago. Sobre o consumismo desenfreado, eu fiz este poema.
Quem sou eu? perguntei um dia
Ao meu ego mais profundo
E o ego, respondeu-me assim
Tu és o rei, és o rei do mundo
Sim, eu sou o rei do mundo
Todos têm de me obedecer
A concorrência é muito grande
E todos a mim, querem vender
Sim, eu sou o rei-consumidor
Em todo o lado, sou o primeiro
Eles sem mim, não podem viver
Precisam todos do meu dinheiro
Tu és um pobre rei-consumidor
Quer sejas homem ou mulher
Tu julgas que mandas em nós
Mas só fazes o que a gente quer
Tu julgas-te o rei do mundo
E pensas que nós somos tôlos
Quantas vezes foste enganado
Com as nossas papas e bolos
És um pobre rei-consumidor
Além de tolo, também és vaidoso
Nós dizemos-te que és o maior
Tu acreditas e ficas todo baboso
És muito exigente nas modas
Tu exiges mais e mais de nós
E nós damos-te a última moda
Que é do tempo, dos teus avós
Endividaste-te para ter tudo
Mesmo que tu não possas
E as riquezas que tu tinhas
Já não são tuas, são nossas
És um rei, mas já não mandas
Deixamos-te viver nessa ilusão
O rei do mundo é o dinheiro
E esse, está todo na nossa mão
Mas tudo têm um custo, que tem de ser pago. Sobre o consumismo desenfreado, eu fiz este poema.
Quem sou eu? perguntei um dia
Ao meu ego mais profundo
E o ego, respondeu-me assim
Tu és o rei, és o rei do mundo
Sim, eu sou o rei do mundo
Todos têm de me obedecer
A concorrência é muito grande
E todos a mim, querem vender
Sim, eu sou o rei-consumidor
Em todo o lado, sou o primeiro
Eles sem mim, não podem viver
Precisam todos do meu dinheiro
Tu és um pobre rei-consumidor
Quer sejas homem ou mulher
Tu julgas que mandas em nós
Mas só fazes o que a gente quer
Tu julgas-te o rei do mundo
E pensas que nós somos tôlos
Quantas vezes foste enganado
Com as nossas papas e bolos
És um pobre rei-consumidor
Além de tolo, também és vaidoso
Nós dizemos-te que és o maior
Tu acreditas e ficas todo baboso
És muito exigente nas modas
Tu exiges mais e mais de nós
E nós damos-te a última moda
Que é do tempo, dos teus avós
Endividaste-te para ter tudo
Mesmo que tu não possas
E as riquezas que tu tinhas
Já não são tuas, são nossas
És um rei, mas já não mandas
Deixamos-te viver nessa ilusão
O rei do mundo é o dinheiro
E esse, está todo na nossa mão
Poema: A abstenção ganhou por maioria
Mais um acto eleitoral, desta vez para a presidência da República, nos resultados finais cresce a abstenção, há uma parte significativa de eleitores,
que por desinteresse, por preguiça ou por doença, não vai votar, número crescente, que já ultrapassa os 50% do eleitorado.
Sobre esse tema eu fiz este poema.
A abstenção é o maior partido
E tem uma força muito séria
Mas de que serve essa força
Se não tem voto na matéria?
A abstenção é um partido
Dos desiludidos e doentes
E dos muitos preguiçosos
Que estão sempre ausentes
A abstenção é em Portugal
O partido da abstinência
É o maior, mas não governa
Por falta de comparência
A ditadura prendia aqueles
Que contra ela, lutavam
Votavam todos da situação
Lá, até os mortos votavam
A abstenção é o partido
Dos vencidos desta vida
Dos que não esperam vencer
E já estão vencidos à partida
Qualquer voto na abstenção
Não é derrota, nem é vitória
É um voto na continuidade
Que nunca mudará a história
Aquele que não se identifica
Com nenhum partido às eleições
Tem o voto branco e o voto nulo
Pode votar numa dessas opções
O abstinente vive acomodado
E todo o governo lhe fica bem
Não se pode queixar do governo
Porque não votou em ninguém
Hoje que vivemos em liberdade
Como noutro tempo não havia
Se quem pode votar, não vota
Algo vai mal, nesta democracia
que por desinteresse, por preguiça ou por doença, não vai votar, número crescente, que já ultrapassa os 50% do eleitorado.
Sobre esse tema eu fiz este poema.
A abstenção é o maior partido
E tem uma força muito séria
Mas de que serve essa força
Se não tem voto na matéria?
A abstenção é um partido
Dos desiludidos e doentes
E dos muitos preguiçosos
Que estão sempre ausentes
A abstenção é em Portugal
O partido da abstinência
É o maior, mas não governa
Por falta de comparência
A ditadura prendia aqueles
Que contra ela, lutavam
Votavam todos da situação
Lá, até os mortos votavam
A abstenção é o partido
Dos vencidos desta vida
Dos que não esperam vencer
E já estão vencidos à partida
Qualquer voto na abstenção
Não é derrota, nem é vitória
É um voto na continuidade
Que nunca mudará a história
Aquele que não se identifica
Com nenhum partido às eleições
Tem o voto branco e o voto nulo
Pode votar numa dessas opções
O abstinente vive acomodado
E todo o governo lhe fica bem
Não se pode queixar do governo
Porque não votou em ninguém
Hoje que vivemos em liberdade
Como noutro tempo não havia
Se quem pode votar, não vota
Algo vai mal, nesta democracia
sábado, 22 de janeiro de 2011
Poema: Os cortes no orçamento
Começou o novo ano e em Janeiro começaram a aparecer os efeitos dos cortes no Orçamento do Estado, achei por isso oportuno, dar uma visão poética sobre o assunto.
Pelos desgovernos deste Governo
Não põe o povo, as mãos no lume
Porque quando a crise bate à porta
Quem paga, são os mesmos do costume
É assim neste mundo imperfeito
Desde a antiguidade até agora
Os pobres pagam os impostos
E os ricos, ficam sempre de fora
Começa o governo a fazer cortes
E começa logo pelo lado errado
Mais parece o papel higiénico
Que nunca corta pelo picotado
O governo talha o fato ao pobre
Talha o destino e talha o menu
Deixa o pobre, ainda mais pobre
De cinto apertado e quase nu
O governo corta em todo o lado
Mas corta sempre nos de baixo
Só não corta nas mordomias
Nos gestores que têm um tacho
Gestor prevenido vale por dois
Parte e reparte ele faz as normas
Como bom julgador a si se julga
E atribui a si, chorudas reformas
Farta-se o governo de cortar
Na despesa alheia, não na sua
Mas por mais cortes que faça
A crise não acaba, continua
Com a crise que o país tem
Nestes tempos tão mauzinhos
Já ninguém quer fazer filhos
Eles que se façam, sozinhos
Cortam no papel da fotocópia
No papel higiénico e no jornal
Com tanto corte neste país
Mudem o nome para Cor-tu-gal
Pelos desgovernos deste Governo
Não põe o povo, as mãos no lume
Porque quando a crise bate à porta
Quem paga, são os mesmos do costume
É assim neste mundo imperfeito
Desde a antiguidade até agora
Os pobres pagam os impostos
E os ricos, ficam sempre de fora
Começa o governo a fazer cortes
E começa logo pelo lado errado
Mais parece o papel higiénico
Que nunca corta pelo picotado
O governo talha o fato ao pobre
Talha o destino e talha o menu
Deixa o pobre, ainda mais pobre
De cinto apertado e quase nu
O governo corta em todo o lado
Mas corta sempre nos de baixo
Só não corta nas mordomias
Nos gestores que têm um tacho
Gestor prevenido vale por dois
Parte e reparte ele faz as normas
Como bom julgador a si se julga
E atribui a si, chorudas reformas
Farta-se o governo de cortar
Na despesa alheia, não na sua
Mas por mais cortes que faça
A crise não acaba, continua
Com a crise que o país tem
Nestes tempos tão mauzinhos
Já ninguém quer fazer filhos
Eles que se façam, sozinhos
Cortam no papel da fotocópia
No papel higiénico e no jornal
Com tanto corte neste país
Mudem o nome para Cor-tu-gal
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Poema: A política é de todos
Estamos em campanha eleitoral e é ocasião para falar de política, sem no entanto tomar partido por este ou por aquele partido, isso é uma opção pessoal que cabe a cada um fazer.
Mas não deixa de ser um tema interessante para reflexão, porque entendo que a política é de todos, o que não quer dizer, que todos temos de ser políticos.
Como o país não pode viver sem governantes, então que se escolham os melhores.
A política é como a chuva
Disse-me isto minha prima
Quem não se mete em política
Leva com a política em cima
Quem não sabe de política
Não sabe do governo da nação
Não se pode conduzir carros
Sem ter carta de condução
A política governa a Nação
E a todos deveria interessar
A quem não sabe de política
É que os políticos vão enganar
Por não sabermos de política
Temos os políticos que temos
Mas não interessa aos políticos
Que nós, nos interessemos
Os políticos não são imunes
Às manobras da corrupção
As tentações são enormes
Uns resistem e outros não
Os políticos são humanos
E nenhum humano é perfeito
Todos têm a fama de corruptos
Uns juntam à fama o proveito
Os políticos não são deuses
Fomos nós que os endeusámos
Não são eles que nos enganam
Fomos nós que nos enganámos
Dizer que eles são todos iguais
É pô-los todos no mesmo saco
É não ver diferença nenhuma
Entre um homem e um macaco
Votar em qualquer político
Sem o conhecer bem primeiro
É como entregar à raposa
A guarda do nosso galinheiro
Mas não deixa de ser um tema interessante para reflexão, porque entendo que a política é de todos, o que não quer dizer, que todos temos de ser políticos.
Como o país não pode viver sem governantes, então que se escolham os melhores.
A política é como a chuva
Disse-me isto minha prima
Quem não se mete em política
Leva com a política em cima
Quem não sabe de política
Não sabe do governo da nação
Não se pode conduzir carros
Sem ter carta de condução
A política governa a Nação
E a todos deveria interessar
A quem não sabe de política
É que os políticos vão enganar
Por não sabermos de política
Temos os políticos que temos
Mas não interessa aos políticos
Que nós, nos interessemos
Os políticos não são imunes
Às manobras da corrupção
As tentações são enormes
Uns resistem e outros não
Os políticos são humanos
E nenhum humano é perfeito
Todos têm a fama de corruptos
Uns juntam à fama o proveito
Os políticos não são deuses
Fomos nós que os endeusámos
Não são eles que nos enganam
Fomos nós que nos enganámos
Dizer que eles são todos iguais
É pô-los todos no mesmo saco
É não ver diferença nenhuma
Entre um homem e um macaco
Votar em qualquer político
Sem o conhecer bem primeiro
É como entregar à raposa
A guarda do nosso galinheiro
Etiquetas:
67-Política
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Poema: O centenário da fábrica de tachos da República
Comemorou-se no dia 5 de Outubro a Implantação da República, facto que para todos nós pertence ao passado e que a muitos diz pouco.
Por isso achei melhor apresentar o Centenário da "fábrica" que "fabrica" tachos e que chegou até aos nossos dias com todas a vicissitudes do mercado e da gestão dificil num mundo globalizado, a história da fábrica, corre paralela à história do país e por isso há grande coincidência de factos que afectam ambos. Como a "fábrica" ainda se mantêm em laboração é fácilmente reconhecida por todos nós e a todos nós diz respeito como contribuintes. Foi para comemorar o centenário da dita "fábrica" que fiz este poema.
A República fabrica tachos
Como fabricava a monarquia
Mas fábrica que gasta demais
Pode ir à falência qualquer dia
Assim aconteceu na monarquia
A Real Fábrica de tachos faliu
Houve despedimentos e tudo
Mas logo a República a abriu
Era a maior fábrica de então
Dos bons tempos antanhos
Só entrava a elite da nobreza
Como o Conde de Abranhos
Mas o bem, não dura sempre
O mercado, já não é referência
A procura é maior que a oferta
A fábrica, um dia vai à falência
E para satisfazer a procura
Abriram um série de sucursais
Institutos e empresas públicas
Já não chegam, querem mais
O Estado somos, todos nós
Ouvimos dizer tantas vezes
Cada eleitor é um pagante
Dos reais tachos portugueses
Há profissionais do tacho
Que servem a dois senhores
Voam de partido em partido
Como abelhas, entre flores
Na vida há sempre um mas
E um dia, é que vão ser elas
É fácil enganar o Zé Povinho
Mas não se engana Bruxelas
Vem aí a China endinheirada
Comprar a fábrica portuguesa
Quer lá todos os portugueses
A trabalhar, à moda chinesa
Por isso achei melhor apresentar o Centenário da "fábrica" que "fabrica" tachos e que chegou até aos nossos dias com todas a vicissitudes do mercado e da gestão dificil num mundo globalizado, a história da fábrica, corre paralela à história do país e por isso há grande coincidência de factos que afectam ambos. Como a "fábrica" ainda se mantêm em laboração é fácilmente reconhecida por todos nós e a todos nós diz respeito como contribuintes. Foi para comemorar o centenário da dita "fábrica" que fiz este poema.
A República fabrica tachos
Como fabricava a monarquia
Mas fábrica que gasta demais
Pode ir à falência qualquer dia
Assim aconteceu na monarquia
A Real Fábrica de tachos faliu
Houve despedimentos e tudo
Mas logo a República a abriu
Era a maior fábrica de então
Dos bons tempos antanhos
Só entrava a elite da nobreza
Como o Conde de Abranhos
Mas o bem, não dura sempre
O mercado, já não é referência
A procura é maior que a oferta
A fábrica, um dia vai à falência
E para satisfazer a procura
Abriram um série de sucursais
Institutos e empresas públicas
Já não chegam, querem mais
O Estado somos, todos nós
Ouvimos dizer tantas vezes
Cada eleitor é um pagante
Dos reais tachos portugueses
Há profissionais do tacho
Que servem a dois senhores
Voam de partido em partido
Como abelhas, entre flores
Na vida há sempre um mas
E um dia, é que vão ser elas
É fácil enganar o Zé Povinho
Mas não se engana Bruxelas
Vem aí a China endinheirada
Comprar a fábrica portuguesa
Quer lá todos os portugueses
A trabalhar, à moda chinesa
Etiquetas:
199-Política
Poema: Nasceu um buraco na minha rua
Chegam as primeiras chuvas e começam a aparecer os buracos, que os carros vão alargando e alagando, quem perto deles passar distraído.
Os peões são o alvo preferido de condutores brincalhões ou distraídos, por isso cabe ao cidadão alertar as entidades competentes para taparem os ditos buracos.
O tema não tem nada de póetico, mas pode ser uma forma mais eficaz, de sensibilizar as entidades competentes. Espero que gostem.
Nasceu um buraco na minha rua
Disse logo profético ao nascer
Quando for grande quero ser
Muito importante, vocês vão ver
Quis tapar a boca ao buraco
Participei à junta, fiz o meu dever
Não o tapavam, era pequenino
Tinha ainda muito que crescer
O buraco que era pequenino
Tão pequenino que mal se via
Fez-se depressa um buracão
Cresceu da noite para o dia
Até os carros topo de gama
Abrandavam por ele ao passar
Só por cuidado, não por respeito
Não fosse o carro se estragar
Mas com o passar do tempo
Tornou-se o buraco arrogante
Via os carros passar devagar
Já se julgava muito importante
Insisti com o presidente da junta
Isso era das suas competências
Até pode haver um acidente
Precisa de tomar providências
O presidente não ligou nenhuma
Buracos? é coisa que não falta
Para quê perder o seu tempo
Porque um buraco chateia a malta
Mas um dia passou o presidente
A alta velocidade, sem atenção
Rebentou-lhe o pneu e capotou
Vieram logo jornais e televisão
Sentiu-se o buraco importante
Com tanta atenção e cuidado
E o buraco que chateava a malta
Foi logo nesse momento, tapado
Os peões são o alvo preferido de condutores brincalhões ou distraídos, por isso cabe ao cidadão alertar as entidades competentes para taparem os ditos buracos.
O tema não tem nada de póetico, mas pode ser uma forma mais eficaz, de sensibilizar as entidades competentes. Espero que gostem.
Nasceu um buraco na minha rua
Disse logo profético ao nascer
Quando for grande quero ser
Muito importante, vocês vão ver
Quis tapar a boca ao buraco
Participei à junta, fiz o meu dever
Não o tapavam, era pequenino
Tinha ainda muito que crescer
O buraco que era pequenino
Tão pequenino que mal se via
Fez-se depressa um buracão
Cresceu da noite para o dia
Até os carros topo de gama
Abrandavam por ele ao passar
Só por cuidado, não por respeito
Não fosse o carro se estragar
Mas com o passar do tempo
Tornou-se o buraco arrogante
Via os carros passar devagar
Já se julgava muito importante
Insisti com o presidente da junta
Isso era das suas competências
Até pode haver um acidente
Precisa de tomar providências
O presidente não ligou nenhuma
Buracos? é coisa que não falta
Para quê perder o seu tempo
Porque um buraco chateia a malta
Mas um dia passou o presidente
A alta velocidade, sem atenção
Rebentou-lhe o pneu e capotou
Vieram logo jornais e televisão
Sentiu-se o buraco importante
Com tanta atenção e cuidado
E o buraco que chateava a malta
Foi logo nesse momento, tapado
Etiquetas:
196- Trânsito
domingo, 12 de setembro de 2010
Poema: Bodes expiatórios
Depois dos resultados obtidos no Mundial de Futebol, é chegada a hora do ajuste de contas, é preciso encontrar um culpado para os maus resultados obtidos.
Já fiz uma poema sobre isso, a que chamei: "O Sucesso mínimo garantido",mas como a novela continua e a procura dum bode expiatório cai sobre o treinador, acho oportuno este poema que foi escrito em Outubro de 2009.
Em plena crise económica e social, parece ser este, o problema principal do país.
Passar as culpas aos outros
Já vem de longe, do antigamente
Para acalmar a ira dos deuses
Matámos muito animal inocente
As culpas queimam como brasas
E foge das culpas, o culpado
Quem tem culpas logo as passa
Para o vizinho, que está ao lado
Quem faz o mal, defende-se
Desviando de si a atenção
Acusa quem vai a passar
Com manobras de diversão
Em pequenino aprendemos
A mentir para nos desculpar
É assim que fazem os adultos
Quando eles, se querem safar
A vida é tal e qual um jogo
Onde todos querem ganhar
Quem perde, é o pião das nicas
E sobre ele, todos vão atirar
Quem dá parte de fraco
Torna-se o bombo da festa
Todos lhe malham em cima
E fugir é a saída que resta
Para calar as vozes de protesto
Quando as coisas ficavam bravas
Arranjava-se um bode expiatório
Alguém que fosse pagar as favas
Todos têm direito à defesa
Todos devem ter advogado
Todo o homem é inocente
Até que se prove, culpado
Há sempre um bode expiatório
Muro das nossas lamentações
Onde possamos descarregar
As nossas culpas e frustrações
Já fiz uma poema sobre isso, a que chamei: "O Sucesso mínimo garantido",mas como a novela continua e a procura dum bode expiatório cai sobre o treinador, acho oportuno este poema que foi escrito em Outubro de 2009.
Em plena crise económica e social, parece ser este, o problema principal do país.
Passar as culpas aos outros
Já vem de longe, do antigamente
Para acalmar a ira dos deuses
Matámos muito animal inocente
As culpas queimam como brasas
E foge das culpas, o culpado
Quem tem culpas logo as passa
Para o vizinho, que está ao lado
Quem faz o mal, defende-se
Desviando de si a atenção
Acusa quem vai a passar
Com manobras de diversão
Em pequenino aprendemos
A mentir para nos desculpar
É assim que fazem os adultos
Quando eles, se querem safar
A vida é tal e qual um jogo
Onde todos querem ganhar
Quem perde, é o pião das nicas
E sobre ele, todos vão atirar
Quem dá parte de fraco
Torna-se o bombo da festa
Todos lhe malham em cima
E fugir é a saída que resta
Para calar as vozes de protesto
Quando as coisas ficavam bravas
Arranjava-se um bode expiatório
Alguém que fosse pagar as favas
Todos têm direito à defesa
Todos devem ter advogado
Todo o homem é inocente
Até que se prove, culpado
Há sempre um bode expiatório
Muro das nossas lamentações
Onde possamos descarregar
As nossas culpas e frustrações
Etiquetas:
97- Sociedade
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Poema: Matar na estrada não é crime
Chega o Verão e aumentam o número de desastres na estrada, não são acidentes como lhe chamamos, a maioria deles não acontecem por acaso, eles são um desastre para as vítimas, eles destroem vidas e famílias.Os seus causadores, muitas vezes, continuam alheios ao mal que fizeram, e continuam a conduzir impunemente, é urgente chamar os bois pelos nomes e atribuir as responsabilidades aos causadores destes crimes, a sociedade não pode continuar a ver morrer jovens e adultos, sem que nada se faça para contrariar esse flagelo. É disso que falo no meu poema.
Matar na estrada não é crime
Mesmo de forma negligente
Matar a tiro é homicídio
Matar na estrada é acidente
Com esta dualidade de critérios
Mata-se na estrada à vontade
E há tanta condução criminosa
Confiante da sua impunidade
Se quem matasse na estrada
Passasse um tempo na prisão
No futuro teria mais cuidado
E conduzia com mais atenção
Há condutores, como há peões
Portam-se como pessoas tontas
Não tem respeito por ninguém
Mas ninguém, lhes pede contas
Há comportamentos criminosos
De homicidas em potência
Matam e continuam a conduzir
Sem problemas de consciência
Não há castigo para tal crime
A família sente-se injustiçada
Morre o morto duas vezes
E o homicida, não sofre nada
Passar na passadeira não é
Um lugar seguro para o peão
Há ali tantos atropelamentos
Que até parece, contradição
Atribuem-se tantas medalhas
Por serviços prestados à Nação
Também os maus condutores
Deviam usar uma distinção
Se acham injusta tal medida
Arranjem outro tipo de sanção
Quem matasse na estrada
Seria posto fora da circulação
Matar na estrada não é crime
Mesmo de forma negligente
Matar a tiro é homicídio
Matar na estrada é acidente
Com esta dualidade de critérios
Mata-se na estrada à vontade
E há tanta condução criminosa
Confiante da sua impunidade
Se quem matasse na estrada
Passasse um tempo na prisão
No futuro teria mais cuidado
E conduzia com mais atenção
Há condutores, como há peões
Portam-se como pessoas tontas
Não tem respeito por ninguém
Mas ninguém, lhes pede contas
Há comportamentos criminosos
De homicidas em potência
Matam e continuam a conduzir
Sem problemas de consciência
Não há castigo para tal crime
A família sente-se injustiçada
Morre o morto duas vezes
E o homicida, não sofre nada
Passar na passadeira não é
Um lugar seguro para o peão
Há ali tantos atropelamentos
Que até parece, contradição
Atribuem-se tantas medalhas
Por serviços prestados à Nação
Também os maus condutores
Deviam usar uma distinção
Se acham injusta tal medida
Arranjem outro tipo de sanção
Quem matasse na estrada
Seria posto fora da circulação
Etiquetas:
151-Sociedade
Poema: Pobreza é ficar indiferente
Em tempo de crise, crescem as dificuldades e a pobreza também, é preciso despertar as consciências para o fenómeno da pobreza, ela existe e deve de ser combatida, no ano de combate à pobreza, pobreza é ficar indiferente, não basta matar a fome a quem tem fome é preciso ir às causas do fenómeno.
A pobreza é uma violação dos direitos humanos, é disso que falo neste poema, no ano Internacional de Combate à Pobreza.
São castelos sem muralhas
Os novos condomínios fechados
Têm câmaras de vigilância
Espalhadas por todos os lados
Moram lá dentro as divindades
E os adoradores do dinheiro
Sócios de anónimas sociedades
Que dominam o mundo inteiro
Mas o dinheiro não tem pátria
Corre, não pára um momento
Para satisfazer a sede de lucro
E para rentabilizar o investimento
As empresas têm de ter lucros
A injustiça está na distribuição
A maioria recebe muito pouco
Poucos, recebem a parte de leão
Com tanta riqueza acumulada
Cresce a pobreza e desigualdade
Mas os ricos não se importam
Com a pobreza na sociedade
E para acalmar as consciências
Dizem que pobreza é tradição
E não se mostram incomodados
Com aqueles que não têm pão
Vivem fechados a sete chaves
E viajam em carros blindados
O medo, refugia-se em castelos
Dos novos condomínios fechados
Fecham-se portas e janelas
E fecham-se as consciências
Não há olhos, nem há ouvidos
Para as gritantes, carências
Pobreza, é ficarmos indiferentes
À pobreza, que há à nossa volta
É assistir a tudo, sem fazer nada
E não sentir cá dentro, a revolta
A pobreza é uma violação dos direitos humanos, é disso que falo neste poema, no ano Internacional de Combate à Pobreza.
São castelos sem muralhas
Os novos condomínios fechados
Têm câmaras de vigilância
Espalhadas por todos os lados
Moram lá dentro as divindades
E os adoradores do dinheiro
Sócios de anónimas sociedades
Que dominam o mundo inteiro
Mas o dinheiro não tem pátria
Corre, não pára um momento
Para satisfazer a sede de lucro
E para rentabilizar o investimento
As empresas têm de ter lucros
A injustiça está na distribuição
A maioria recebe muito pouco
Poucos, recebem a parte de leão
Com tanta riqueza acumulada
Cresce a pobreza e desigualdade
Mas os ricos não se importam
Com a pobreza na sociedade
E para acalmar as consciências
Dizem que pobreza é tradição
E não se mostram incomodados
Com aqueles que não têm pão
Vivem fechados a sete chaves
E viajam em carros blindados
O medo, refugia-se em castelos
Dos novos condomínios fechados
Fecham-se portas e janelas
E fecham-se as consciências
Não há olhos, nem há ouvidos
Para as gritantes, carências
Pobreza, é ficarmos indiferentes
À pobreza, que há à nossa volta
É assistir a tudo, sem fazer nada
E não sentir cá dentro, a revolta
Etiquetas:
160- Sociedade
Poema: a minha poesia não é minha
Não é muito costume os poetas falarem da sua poesia. Cabe aos outros falarem dela, mas como há muitos leitores que insistem em chamar-me poeta e a porem-me nos píncaros da lua.
Eu estou apenas a aprender, eu escrevo para os outros, sou um poeta livre, não uso regras nos poemas, para mim o mais importante é a mensagem que quero transmitir. Neste poema eu falo do que entendo por poesia e como ela deve de ser, sem desprimor para outras formas de poesia, que respeito.
Serão sempre os outros a avaliar a valia dos meus poemas, neste poema eu falo disso mesmo.
A minha poesia não é minha
É de quem, quiser ler e escutar
É uma sombra que se oferece
A quem perto dela, se abeirar
Quando o poema tem valor
Não deixa ninguém indiferente
Poema é luz que alumia todos
E tem de mexer com a gente
É como a chuva bem chovida
E não, como chuva de enxurrada
Que arrasta tudo e tudo arrasa
Mas a terra, não absorve nada
O poema não é um labirinto
Onde não sabemos a saída
O poema deve falar claro
Deve de dar, sentido à vida
A poesia não é um código
Que poucos sabem entender
Eu escrevo poesia para todos
Poesia fácil de compreender
Não digo poemas por dizer
Quem fala, quer ser ouvido
Só as conversas de surdos
Não fazem qualquer sentido
O poema é como água corrente
Que se oferece a quem passar
Não é água em poço profundo
Onde poucos, lá podem chegar
Não faço poemas para mim
São para quem os quiser ler
Falo do que interessa a todos
E para todos, estou a escrever
Não quero fazer poemas à pressa
Com pressa de ver obra acabada
Pior que não fazer nada, é fazer
Poemas que não nos dizem nada
Eu estou apenas a aprender, eu escrevo para os outros, sou um poeta livre, não uso regras nos poemas, para mim o mais importante é a mensagem que quero transmitir. Neste poema eu falo do que entendo por poesia e como ela deve de ser, sem desprimor para outras formas de poesia, que respeito.
Serão sempre os outros a avaliar a valia dos meus poemas, neste poema eu falo disso mesmo.
A minha poesia não é minha
É de quem, quiser ler e escutar
É uma sombra que se oferece
A quem perto dela, se abeirar
Quando o poema tem valor
Não deixa ninguém indiferente
Poema é luz que alumia todos
E tem de mexer com a gente
É como a chuva bem chovida
E não, como chuva de enxurrada
Que arrasta tudo e tudo arrasa
Mas a terra, não absorve nada
O poema não é um labirinto
Onde não sabemos a saída
O poema deve falar claro
Deve de dar, sentido à vida
A poesia não é um código
Que poucos sabem entender
Eu escrevo poesia para todos
Poesia fácil de compreender
Não digo poemas por dizer
Quem fala, quer ser ouvido
Só as conversas de surdos
Não fazem qualquer sentido
O poema é como água corrente
Que se oferece a quem passar
Não é água em poço profundo
Onde poucos, lá podem chegar
Não faço poemas para mim
São para quem os quiser ler
Falo do que interessa a todos
E para todos, estou a escrever
Não quero fazer poemas à pressa
Com pressa de ver obra acabada
Pior que não fazer nada, é fazer
Poemas que não nos dizem nada
Etiquetas:
161-Poesia
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Poema: Este fogo que nos consome
Falar de Verão é falar de calor e de fogos, que chegam todos os anos, com o calor do Verão e destroiem parte da nossa riqueza florestal e são motivo de notícia que enchem os nossos jornais?
Parece uma fatalidade imparável, não haverá forma de travar este flagelo?
É sobre os fogos que trato neste poema.
Este fogo que nos consome
Logo que começa o Verão
São o casamento infeliz
Do desleixo e desorganização
Tanto esforço, tanta canseira
Dos bombeiros para nada
De que serve trancar a porta
Depois da casa arrombada?
As matas, não são limpas
Os donos não querem saber
As aflições vêm depois
Quando, não há nada a fazer
Todos os anos se repete
Este nosso triste fado
Este ano, vai arder o resto
Que sobrou do ano passado
Construir dentro das matas
Ou junto das areias do mar
É pela imprudência de alguns
Que vamos todos, ter de pagar
Qualquer fumador sem pensar
No mal que pode fazer
Deita um cigarro mal apagado
E põe uma floresta a arder
No Verão há festas e há fogos
Há foguetes a anunciar a festa
Tocam os bombeiros aflitos
Começou a arder a floresta
E até há quem ponha fogo
Para ter espectáculo para ver
Corre o povo numa aflição
É bonito...deixa arder!
Andamos há tantos anos nisto
Mas ninguém quer aprender
Que o melhor combate ao fogo
Faz-se, antes de começar a arder
Parece uma fatalidade imparável, não haverá forma de travar este flagelo?
É sobre os fogos que trato neste poema.
Este fogo que nos consome
Logo que começa o Verão
São o casamento infeliz
Do desleixo e desorganização
Tanto esforço, tanta canseira
Dos bombeiros para nada
De que serve trancar a porta
Depois da casa arrombada?
As matas, não são limpas
Os donos não querem saber
As aflições vêm depois
Quando, não há nada a fazer
Todos os anos se repete
Este nosso triste fado
Este ano, vai arder o resto
Que sobrou do ano passado
Construir dentro das matas
Ou junto das areias do mar
É pela imprudência de alguns
Que vamos todos, ter de pagar
Qualquer fumador sem pensar
No mal que pode fazer
Deita um cigarro mal apagado
E põe uma floresta a arder
No Verão há festas e há fogos
Há foguetes a anunciar a festa
Tocam os bombeiros aflitos
Começou a arder a floresta
E até há quem ponha fogo
Para ter espectáculo para ver
Corre o povo numa aflição
É bonito...deixa arder!
Andamos há tantos anos nisto
Mas ninguém quer aprender
Que o melhor combate ao fogo
Faz-se, antes de começar a arder
Etiquetas:
6- Ambiente
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Poema: Há só uma Terra
O ambiente é cada vez um tema mais actual e inquieta-nos a todos, mas mais do que o medo que isso pode despertar, ele deve, despertar as consciências e levar-nos a fazer alguma coisa. A Terra é a nossa casa, a destruição do nosso habitat põe em perigo a existência da humanidade é dever de todos dar as mãos para resolver este urgente problema, e não adianta escondê-lo, as consequências são cada vez mais evidentes, é tempo de agir. Foi a pensar nisso que eu fiz este poema.
Deus fez do mundo um paraíso
E à sua imagem criou o homem
E os homens criaram a poluição
À imagem daquilo que consomem
Um mal repetido, todos os dias
Cresce, aumenta e perdura
Mas tudo se paga neste mundo
É tempo de pagarmos a factura
Em nome da liberdade, de fazer
Fizemos,o que nos deu na gana
Como sendo donos do mundo
Mas a verdade,nunca se engana
Poluímos o ar, o solo, os rios
E fizemo-lo inconscientemente
Convencidos que este paraíso
Durava toda a vida, eternamente
As alterações climáticas não são
Invenções de coca-bichinhos
São hoje uma dura realidade
Para ver se abrimos os olhinhos
Vão dizer em toda a parte
Escrevam em letras garrafais
A poluição está a matar-nos
Digam isto em todos os jornais
Deram-nos futebol e telenovelas
Fizeram tudo para nos entreter
O mal não está nas telenovelas
Mas naquilo que andam a esconder
São motores desta sociedade
O lucro, o poder e a abastança
São os 3 cavaleiros do apocalipse
Não são, cavaleiros da esperança
Temos todos de dar as mãos
E resolver este problema global
Porque ou nos salvamos todos
Ou morremos todos deste mal
Deus fez do mundo um paraíso
E à sua imagem criou o homem
E os homens criaram a poluição
À imagem daquilo que consomem
Um mal repetido, todos os dias
Cresce, aumenta e perdura
Mas tudo se paga neste mundo
É tempo de pagarmos a factura
Em nome da liberdade, de fazer
Fizemos,o que nos deu na gana
Como sendo donos do mundo
Mas a verdade,nunca se engana
Poluímos o ar, o solo, os rios
E fizemo-lo inconscientemente
Convencidos que este paraíso
Durava toda a vida, eternamente
As alterações climáticas não são
Invenções de coca-bichinhos
São hoje uma dura realidade
Para ver se abrimos os olhinhos
Vão dizer em toda a parte
Escrevam em letras garrafais
A poluição está a matar-nos
Digam isto em todos os jornais
Deram-nos futebol e telenovelas
Fizeram tudo para nos entreter
O mal não está nas telenovelas
Mas naquilo que andam a esconder
São motores desta sociedade
O lucro, o poder e a abastança
São os 3 cavaleiros do apocalipse
Não são, cavaleiros da esperança
Temos todos de dar as mãos
E resolver este problema global
Porque ou nos salvamos todos
Ou morremos todos deste mal
Etiquetas:
105-Ambiente
domingo, 20 de junho de 2010
Poema - O sucesso mínimo garantido
Depois de ter visto o empate da selecção portuguesa de futebol no Mundial, ocorreu-me fazer este poema, onde vou falar das fragilidades, onde assenta a nossa esperança em êxitos, que nos farão felizes para sempre.
Ora é aí que bate o ponto, nós estamos convencidos que tudo é simples e tudo se realizará conforme os nossos desejos, e que as nossas falhas serão resolvidas com o nacional-porreirismo de sempre, mas uma coisa é dizer e outra é fazer, é disso que eu falo neste poema.
Somos os melhores do mundo
Porque a malta é desenrascada
Nós, exigimos tudo dos outros
Mas de nós, não exigimos nada
Com o nosso desenrascanço
Ninguém nos pode ganhar
Desenrasca-se o enrascado
Porque se deixou enrascar
Neste reino de mediocridade
Quem faz bem, é quem faz mal
A balda é a causa do insuceso
Que nós temos em Portugal
Somos avessos à organização
De que este país, é o espelho
Passamos a vida a atamancar
E fazer coisas, em cima do joelho
Perdemos tempo a fazer leis
Que ninguém, vai cumprir
É como apregoar a verdade
Onde todos andam a mentir
Sabemos que errar é humano
Mas insistir no erro, é burrice
É ver o erro, e não fazer nada
Como se o erro, não existisse
Não somos um povo falhado
Temos de parar para pensar
Porque se há algo de errado
Temos o dever do emendar
Deitamos foguetes antes da festa
Como se fossem favas contadas
Contamos com o ovo, na galinha
E depois, as contas saem furadas
Mas se não mudarmos de atitude
Temos o futuro comprometido
Não arranjem mais desculpas
O sucesso mínimo, está garantido
Ora é aí que bate o ponto, nós estamos convencidos que tudo é simples e tudo se realizará conforme os nossos desejos, e que as nossas falhas serão resolvidas com o nacional-porreirismo de sempre, mas uma coisa é dizer e outra é fazer, é disso que eu falo neste poema.
Somos os melhores do mundo
Porque a malta é desenrascada
Nós, exigimos tudo dos outros
Mas de nós, não exigimos nada
Com o nosso desenrascanço
Ninguém nos pode ganhar
Desenrasca-se o enrascado
Porque se deixou enrascar
Neste reino de mediocridade
Quem faz bem, é quem faz mal
A balda é a causa do insuceso
Que nós temos em Portugal
Somos avessos à organização
De que este país, é o espelho
Passamos a vida a atamancar
E fazer coisas, em cima do joelho
Perdemos tempo a fazer leis
Que ninguém, vai cumprir
É como apregoar a verdade
Onde todos andam a mentir
Sabemos que errar é humano
Mas insistir no erro, é burrice
É ver o erro, e não fazer nada
Como se o erro, não existisse
Não somos um povo falhado
Temos de parar para pensar
Porque se há algo de errado
Temos o dever do emendar
Deitamos foguetes antes da festa
Como se fossem favas contadas
Contamos com o ovo, na galinha
E depois, as contas saem furadas
Mas se não mudarmos de atitude
Temos o futuro comprometido
Não arranjem mais desculpas
O sucesso mínimo, está garantido
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Poema: Carta a Santo António
Estamos no mês dos Santos Populares e um pouco por todo o país há festejos em sua homenagem. No ano de 2008 eu escrevi esta Carta a Santo António em que relato os assuntos dessa época, que continuam presentes nos dias de hoje e muitos deles são alvo de polémica, dada a situação financeira do país.
Santo António de Lisboa
Tu nem sabes o que vai nela
Vão fazer um novo aeroporto
E acabar, com a Portela
Uns, querem-no na Ota
E outros, em Alcochete
Para ficarem perto de casa
Para pouparem no bilhete
Também vão fazer um TGV
Para o país andar mais veloz
Para irmos todos mais depressa
Comprar caramelos em Badajoz
Vão fazer uma nova ponte
Mas já vieram vozes a terreiro
Uns querem a ponte p'ró Montijo
E outros querem p'ró Barreiro
Santo António de Lisboa
A tua cidade está diferente
Fazem cada vez mais casas
E cada vez, tem menos gente
Vão fazer estas obras todas
Para ligar o país à CEE
Metade da conta, pagam eles
E a outra metade, paga o Zé
Já levámos o Metro a S.Apolónia
Para a rede, não ficar manca
Com o dinheiro que gastámos
Levávamos o Metro a Vila Franca
Mas se as contas derraparem
Como noutras vezes aconteceu
Desta vez, nós não pagamos
Mandamos a conta para o céu
Oh meu Santo António
Oh meu Santo milagreiro
Diz lá como é que a gente
Vai arranjar tanto dinheiro!
Santo António de Lisboa
Tu nem sabes o que vai nela
Vão fazer um novo aeroporto
E acabar, com a Portela
Uns, querem-no na Ota
E outros, em Alcochete
Para ficarem perto de casa
Para pouparem no bilhete
Também vão fazer um TGV
Para o país andar mais veloz
Para irmos todos mais depressa
Comprar caramelos em Badajoz
Vão fazer uma nova ponte
Mas já vieram vozes a terreiro
Uns querem a ponte p'ró Montijo
E outros querem p'ró Barreiro
Santo António de Lisboa
A tua cidade está diferente
Fazem cada vez mais casas
E cada vez, tem menos gente
Vão fazer estas obras todas
Para ligar o país à CEE
Metade da conta, pagam eles
E a outra metade, paga o Zé
Já levámos o Metro a S.Apolónia
Para a rede, não ficar manca
Com o dinheiro que gastámos
Levávamos o Metro a Vila Franca
Mas se as contas derraparem
Como noutras vezes aconteceu
Desta vez, nós não pagamos
Mandamos a conta para o céu
Oh meu Santo António
Oh meu Santo milagreiro
Diz lá como é que a gente
Vai arranjar tanto dinheiro!
Etiquetas:
11-Obras Públicas
Poema: A selecção dos outros
É tempo do Mundial de futebol e não se fala noutra coisa, senão na nossa Selecção. Mas não é dessa selecção, que eu vou falar, mas sim doutras selecções, de que não se fala e que nos fazem ao longo da vida e que muitas vezes trazem conflitos no relacionamento interpessoal, é dessa selecção que eu falo neste poema.
Não falo da selecção de futebol
Que é de todas a mais conhecida
Vou falar de outras selecções
Que nos fazem ao longo da vida
Nós temos dificuldade em lidar
Com o que é novo e diferente
E precisamos de pôr um rótulo
Para identificar toda a gente
Se aparecemos num lugar
E vamos lá pela primeira vez
Ouvimos vozes a cochichar
E olhares inquiridores de viés
Esperam as moças casadoiras
Pelo seu príncipe encantado
Perguntam excitadas, quem é?
Com seu ar desinteressado
Os políticos influentes da terra
Também eles querem saber
Se é nosso ou da oposição
Para saberem, como proceder
Até as beatas, com seu ar sisudo
Vão saber do recém-chegado
Será temente a Deus? ou não?
Ou será um Belzebu disfarçado?
É assim ao longo de toda vida
Onde quer, que nós vamos ter
Somos logo avaliados e rotulados
Para todas as dúvidas desfazer
É desta maneira que começa
Toda a sorte de discriminações
Que assentam quase sempre
Na ignorância e em suposições
Mas se ainda não temos rótulo
E se persistem dúvidas gerais
Vasculham-nos a vida toda
Porque, querem saber mais
Não falo da selecção de futebol
Que é de todas a mais conhecida
Vou falar de outras selecções
Que nos fazem ao longo da vida
Nós temos dificuldade em lidar
Com o que é novo e diferente
E precisamos de pôr um rótulo
Para identificar toda a gente
Se aparecemos num lugar
E vamos lá pela primeira vez
Ouvimos vozes a cochichar
E olhares inquiridores de viés
Esperam as moças casadoiras
Pelo seu príncipe encantado
Perguntam excitadas, quem é?
Com seu ar desinteressado
Os políticos influentes da terra
Também eles querem saber
Se é nosso ou da oposição
Para saberem, como proceder
Até as beatas, com seu ar sisudo
Vão saber do recém-chegado
Será temente a Deus? ou não?
Ou será um Belzebu disfarçado?
É assim ao longo de toda vida
Onde quer, que nós vamos ter
Somos logo avaliados e rotulados
Para todas as dúvidas desfazer
É desta maneira que começa
Toda a sorte de discriminações
Que assentam quase sempre
Na ignorância e em suposições
Mas se ainda não temos rótulo
E se persistem dúvidas gerais
Vasculham-nos a vida toda
Porque, querem saber mais
Etiquetas:
162-Sociedade
domingo, 30 de maio de 2010
Poema: Os salvadores do mundo
É em tempos de crise, que aparecem mais profetas e salvadores, é como se estivessem à espera do momento para aparecerem, mas é também, quando eles são mais escutados e desejados.
Mas eles não são deuses, são humanos, mas prometem muitas vezes, mais do que podem fazer.
Muitas pessoas, vêem neles os Messias e esperam deles demasiado, acabando muitas vezes desiludidos com as suas promessas. Mas como em tudo na vida, é preciso ver claro, para não cair em enganos. É sobre os salvadores do mundo que vou falar neste poema.
O mundo está cheio de profetas
Salvadores da pátria e do mundo
Prometem salvar a humanidade
Tudo muito rápido,num segundo
São homens, não são deuses
Fazem da salvação o seu lema
Querem salvar o mundo todo
Rápido, como se faz no cinema
Fazem da palavra uma espada
Que nos há-de levar à salvação
Palavra sem acção, é só teoria
E só teoria, nunca fez revolução
Prometem salvar a Pátria
E até salvar o mundo todo
Que este mundo não presta
Está a afundar-se em lodo
Havia dois regimes diferentes
Cada um, a puxar para seu lado
Um regime, já foi à falência
E o outro, está muito arruinado
Quiseram fazer um Paraíso
Fechado como um convento
E contra a vontade do povo
Meteram o povo, lá dentro
Cristo, Maomé e Abraão
Hitler, Estaline e Salazar
Todos vieram ao mundo
Com a missão do salvar
E em nome da igualdade
Criaram desigualdade maior
Os ricos, ficaram mais ricos
E os pobres ficaram ainda pior
Quando eu vim a este mundo
Já tudo fora dito para o salvar
Aquilo que falta mesmo fazer
É deitar mãos à obra e trabalhar
Mas eles não são deuses, são humanos, mas prometem muitas vezes, mais do que podem fazer.
Muitas pessoas, vêem neles os Messias e esperam deles demasiado, acabando muitas vezes desiludidos com as suas promessas. Mas como em tudo na vida, é preciso ver claro, para não cair em enganos. É sobre os salvadores do mundo que vou falar neste poema.
O mundo está cheio de profetas
Salvadores da pátria e do mundo
Prometem salvar a humanidade
Tudo muito rápido,num segundo
São homens, não são deuses
Fazem da salvação o seu lema
Querem salvar o mundo todo
Rápido, como se faz no cinema
Fazem da palavra uma espada
Que nos há-de levar à salvação
Palavra sem acção, é só teoria
E só teoria, nunca fez revolução
Prometem salvar a Pátria
E até salvar o mundo todo
Que este mundo não presta
Está a afundar-se em lodo
Havia dois regimes diferentes
Cada um, a puxar para seu lado
Um regime, já foi à falência
E o outro, está muito arruinado
Quiseram fazer um Paraíso
Fechado como um convento
E contra a vontade do povo
Meteram o povo, lá dentro
Cristo, Maomé e Abraão
Hitler, Estaline e Salazar
Todos vieram ao mundo
Com a missão do salvar
E em nome da igualdade
Criaram desigualdade maior
Os ricos, ficaram mais ricos
E os pobres ficaram ainda pior
Quando eu vim a este mundo
Já tudo fora dito para o salvar
Aquilo que falta mesmo fazer
É deitar mãos à obra e trabalhar
Poema: A crise dum modo de vida insustentável
Fala-se hoje, muito de crise e das dificuldades que temos para a ultrapassar.
Mas o que é uma crise?
As crises são desajustamentos entre o que se fez e o que se deveria ter feito. Quando crescemos, as roupas ficam curtas e isso obriga-nos a fazer ajustamentos que implicam mais despesas e também mais sacrifícios, são as crises de crescimento.
Mas no caso da crise económica que atravessamos, ela foi devida a erros cometidos por alguns e que atingem a todos, foram feitas coisas que não deveriam de ter sido feitas e que não podem continuar a ser feitas.
Não vou aqui falar dos culpados, isso será abordado num outro poema. Agora temos de corrigir esses erros e tornar o nosso modo de vida mais sustentável. Foi essa abordagem que quis fazer neste poema.
Erros meus, má fortuna
Ou má cabeça simplesmente
Fizemos vidas impossíveis
Que a vida, não consente
Ninguém pode dar o salto
Maior, que a perna que tem
Não se pode gastar tudo hoje
Pode fazer falta, amanhã
Quem não tem asas para voar
Só deveria de andar a pé
Porque todos querem ser iguais
Mas a vida mostra, que não é
Navegámos na crista da onda
Parecia dinheiro em caixa
Mas a vida, tal como a maré
Umas vezes sobe e outras baixa
Provámos todos os excessos
Com o entusiasmo duma criança
Julgámos ter o mundo na mão
Mas a vida, é feita de mudança
Vivêmos tempos de abundância
Tivemos o que nunca tivemos
Fizemos o que não devíamos
E o que devíamos, não fizemos
Não respeitámos os limites
Atrás da felicidade prometida
Sonhámos demasiado alto
E esquecemos a própria vida
O que importa não é a queda
Há que levantar e prosseguir
Dar passos certos e seguros
Para não voltarmos a cair
Agora para enfrentar a crise
Ninguém perca a esperança
Vamos começar tudo de novo
Como nos tempos de criança
Mas o que é uma crise?
As crises são desajustamentos entre o que se fez e o que se deveria ter feito. Quando crescemos, as roupas ficam curtas e isso obriga-nos a fazer ajustamentos que implicam mais despesas e também mais sacrifícios, são as crises de crescimento.
Mas no caso da crise económica que atravessamos, ela foi devida a erros cometidos por alguns e que atingem a todos, foram feitas coisas que não deveriam de ter sido feitas e que não podem continuar a ser feitas.
Não vou aqui falar dos culpados, isso será abordado num outro poema. Agora temos de corrigir esses erros e tornar o nosso modo de vida mais sustentável. Foi essa abordagem que quis fazer neste poema.
Erros meus, má fortuna
Ou má cabeça simplesmente
Fizemos vidas impossíveis
Que a vida, não consente
Ninguém pode dar o salto
Maior, que a perna que tem
Não se pode gastar tudo hoje
Pode fazer falta, amanhã
Quem não tem asas para voar
Só deveria de andar a pé
Porque todos querem ser iguais
Mas a vida mostra, que não é
Navegámos na crista da onda
Parecia dinheiro em caixa
Mas a vida, tal como a maré
Umas vezes sobe e outras baixa
Provámos todos os excessos
Com o entusiasmo duma criança
Julgámos ter o mundo na mão
Mas a vida, é feita de mudança
Vivêmos tempos de abundância
Tivemos o que nunca tivemos
Fizemos o que não devíamos
E o que devíamos, não fizemos
Não respeitámos os limites
Atrás da felicidade prometida
Sonhámos demasiado alto
E esquecemos a própria vida
O que importa não é a queda
Há que levantar e prosseguir
Dar passos certos e seguros
Para não voltarmos a cair
Agora para enfrentar a crise
Ninguém perca a esperança
Vamos começar tudo de novo
Como nos tempos de criança
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Poema: Moto 4 o todo-o-terreno dos pobrezinhos
Quem gosta de passear pelos campos, é muitas surpreendido pela aparição inesperada de grupos barulhentos de motos e motos 4, vindos não se sabe bem donde, impossível de passarem despercebidos de tão barulhentos que são e que deixam um rasto de destruição nos caminhos à sua passagem e da perturbação que fazem naqueles que procuram no campo um pouco de sossego.
Infelizmente parece ser mais uma moda que veio para ficar.
Apesar dos alertas dos ambientalistas, para a necessidade de reduzir os gases de efeito de estufa, nada trava estes novos cavaleiros do Apocalipse.
Foi a pensar neste fenómeno que eu fiz este poema.
No Portugal dos pobrezinhos
Quem não tem cão, caça com gato
Quem tem dinheiro, anda de jipe
Quem não tem, anda de moto 4
Fujam que vêm aí os bárbaros
Atravessando muros e valados
De moto, jipe e moto quatro
Vêm, mas não são desejados
Vêm em grupos barulhentos
Cavalgando demónios à solta
Eles deixam nos camponeses
Muitos sentimentos de revolta
Passam como cães raivosos
Rosnando por vinha vindimada
Destroem caminhos e campos
De bom, eles não trazem nada
Roncam motores pelas serras
Montes e vales do meu país
Poluição e alterações climáticas
Isto para eles, nada lhes diz
Não respeitam a Natureza
Embora digam dela gostar
Aqueles que amam a Natureza
Vêm de bicicleta ou a caminhar
Quem ama a Natureza
Não assusta os animais
Não destrói seus habitats
Com visitas prejudiciais
Venham a pé ou de bicicleta
Venham apreciar a Natureza
Venham respirar o ar puro
O silêncio e a sua beleza
Eles não sabem, nem sonham
O mal que à Natureza fazem
Deixam um rasto de destruição
Eles estão a mais, na paisagem
Infelizmente parece ser mais uma moda que veio para ficar.
Apesar dos alertas dos ambientalistas, para a necessidade de reduzir os gases de efeito de estufa, nada trava estes novos cavaleiros do Apocalipse.
Foi a pensar neste fenómeno que eu fiz este poema.
No Portugal dos pobrezinhos
Quem não tem cão, caça com gato
Quem tem dinheiro, anda de jipe
Quem não tem, anda de moto 4
Fujam que vêm aí os bárbaros
Atravessando muros e valados
De moto, jipe e moto quatro
Vêm, mas não são desejados
Vêm em grupos barulhentos
Cavalgando demónios à solta
Eles deixam nos camponeses
Muitos sentimentos de revolta
Passam como cães raivosos
Rosnando por vinha vindimada
Destroem caminhos e campos
De bom, eles não trazem nada
Roncam motores pelas serras
Montes e vales do meu país
Poluição e alterações climáticas
Isto para eles, nada lhes diz
Não respeitam a Natureza
Embora digam dela gostar
Aqueles que amam a Natureza
Vêm de bicicleta ou a caminhar
Quem ama a Natureza
Não assusta os animais
Não destrói seus habitats
Com visitas prejudiciais
Venham a pé ou de bicicleta
Venham apreciar a Natureza
Venham respirar o ar puro
O silêncio e a sua beleza
Eles não sabem, nem sonham
O mal que à Natureza fazem
Deixam um rasto de destruição
Eles estão a mais, na paisagem
sábado, 8 de maio de 2010
Poema: Corpo presente, espírito ausente
Esta sociedade em que vivemos, super individualista, está a criar novos tipos de pessoas, que até aqui eu não tinha visto. A sociedade tornou-se tão competitiva e violenta, que as pessoas tentam evadir dela e assim, no seu dia-a dia, elas vão criando um casulo, um mundo à parte, onde só elas tem lugar.
Isto é a negação da essência do ser humano. O ser humano é um ser eminentemente social e só em sociedade pode sobreviver, por isso comportamentos destes, não fazem sentido à luz desse princípio, é sobre isso, que eu falo neste poema.
Caminham sós pelas ruas
A nosso lado, à nossa frente
São corpos de carne e osso
Mas têm o espírito ausente
Vivem em grandes cidades
Nos seus mundos imaginários
As cidades estão cheias
Destes indivíduos solitários
São homens e mulheres
Jovens de ouvidos tapados
Quem são? Para onde vão?
Estarão perdidos ou achados?
Viajam de metro e autocarro
De auscultadores nos ouvidos
Ouvem música celestial
Parece que andam perdidos
Tamborilam os dedos
Marcam ritmos invisíveis
Riem-se de coisa nenhuma
E caminham, insensíveis
Dirigem-se para o Além
Andam e falam sozinhos
Riem-se para ninguém
Parecem mesmo tolinhos
Vivem num mundo pequenino
Onde não cabe mais ninguém
Como vieram a este mundo?
Tiveram pai? Tiveram mãe?
No seu andar sonâmbulo
Olham sem ver ninguém
Vão agarrados ao telemóvel
Estão a falar para o Além
Passam por nós nas ruas
Num alheamento profundo
Parecem viver nas nuvens
Não pertencem a este mundo
Isto é a negação da essência do ser humano. O ser humano é um ser eminentemente social e só em sociedade pode sobreviver, por isso comportamentos destes, não fazem sentido à luz desse princípio, é sobre isso, que eu falo neste poema.
Caminham sós pelas ruas
A nosso lado, à nossa frente
São corpos de carne e osso
Mas têm o espírito ausente
Vivem em grandes cidades
Nos seus mundos imaginários
As cidades estão cheias
Destes indivíduos solitários
São homens e mulheres
Jovens de ouvidos tapados
Quem são? Para onde vão?
Estarão perdidos ou achados?
Viajam de metro e autocarro
De auscultadores nos ouvidos
Ouvem música celestial
Parece que andam perdidos
Tamborilam os dedos
Marcam ritmos invisíveis
Riem-se de coisa nenhuma
E caminham, insensíveis
Dirigem-se para o Além
Andam e falam sozinhos
Riem-se para ninguém
Parecem mesmo tolinhos
Vivem num mundo pequenino
Onde não cabe mais ninguém
Como vieram a este mundo?
Tiveram pai? Tiveram mãe?
No seu andar sonâmbulo
Olham sem ver ninguém
Vão agarrados ao telemóvel
Estão a falar para o Além
Passam por nós nas ruas
Num alheamento profundo
Parecem viver nas nuvens
Não pertencem a este mundo
Subscrever:
Mensagens (Atom)