Toda a gente os viu, toda a gente os conhece, eles andam por aí, em toda a parte, e quase sempre aparecem nos sítios onde menos interessa.
Nestes tempos do corre-corre, de gente apressada, há sempre alguém que se atravessa no caminho e que tem todo o tempo do mundo, e nos olham com cara espantada, para quem anda apressado, são os empatas da nossa vida.
Sobre os empatas eu escrevi, em Março de 2010, este poema:
"Empatas e empecilhos".
Espero que gostem e comentem.
Os empatas não se demitem
Da nobre missão de estorvar
O mundo não precisa deles
Mas eles, insistem em empatar
Gostam de parar nas esquinas
Óptimo sítio para conversar
Parados no meio dos passeios
Não deixam ninguém passar
Condutores de fim-de-semana
Parece a corte do rei a passar
Levam atrás de si um cortejo
Não andam, nem deixam andar
E temos aquela gente importante
Cuja importância não transparece
Sempre pronta a dar uma opinião
Que não aquece, nem arrefece
Para não falar no Chico Esperto
Mais esperto que toda a gente
Que conhece todos os atalhos
Para nos passar à nossa frente
Os maiores são os fanfarrões
Falam falam e não fazem nada
A falar, ninguém os leva presos
Com a sua lenga-lenga, fiada
Mas o invejoso não tem rival
Não é criança nem é homem
Passa a vida inteira a invejar
O pão que os outros comem
E temos os juízes de conflitos
Que para tudo, têm solução
Resolvem problemas alheios
Mas os seus, esses? é que não
Os paspalhos e empecilhos
Andam sempre à nossa frente
Têm na vida, a nobre missão
De empatarem, toda a gente
António Silva
sábado, 27 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Poema: Perguntas com resposta
A falta de tempo é hoje um dos maiores problemas das sociedades industrializadas, os ritmos de trabalho são cada vez mais acelerados, somos ricos de tudo, mas cada vez mais pobres de tempo, tudo em nome da competitividade.
E nós seremos mais felizes assim?
A pensar neste tema, eu escrevi este poema em Setembro de 2009. Leiam e comentem.
Porque trabalhamos à pressa ?
Comemos e dormimos à pressa
Vivemos e morremos depressa
É esta a vida que interessa?
Vendem-te um mundo de ilusões
Que vais pagar a prestações
Vives num mundo de aflições
Que a muitos, rende milhões
Porque se enchem os estádios?
Porque a escola é uma estopada?
Porque queremos ter tudo ?
Quando não podemos ter nada ?
Tu compraste um carro
E uma carta de condução
E venderam-te a ilusão
De teres o mundo na mão
Porque há cada vez mais pobres
E os ricos têm cada vez mais?
Porque os filhos dos pobres
Só herdam a pobreza dos pais ?
Porque nesta selva urbana
Cheia de perigos escondidos
Enquanto há uns que comem
Outros estão a ser comidos
Os pobres só invejam os ricos
Porque têm pobreza que sobre
Eu nunca vi nenhum rico invejar
Levar ou fazer, a vida dum pobre
Porque há mais discotecas
Do que há bibliotecas?
Porque não lê, quem sabe ler?
Porque há pessoas analfabetas?
Se houvesse mais pessoas a ler
Haveria mais gente a responder
E todas dariam as respostas
Que a muitos, não interessa saber
E nós seremos mais felizes assim?
A pensar neste tema, eu escrevi este poema em Setembro de 2009. Leiam e comentem.
Porque trabalhamos à pressa ?
Comemos e dormimos à pressa
Vivemos e morremos depressa
É esta a vida que interessa?
Vendem-te um mundo de ilusões
Que vais pagar a prestações
Vives num mundo de aflições
Que a muitos, rende milhões
Porque se enchem os estádios?
Porque a escola é uma estopada?
Porque queremos ter tudo ?
Quando não podemos ter nada ?
Tu compraste um carro
E uma carta de condução
E venderam-te a ilusão
De teres o mundo na mão
Porque há cada vez mais pobres
E os ricos têm cada vez mais?
Porque os filhos dos pobres
Só herdam a pobreza dos pais ?
Porque nesta selva urbana
Cheia de perigos escondidos
Enquanto há uns que comem
Outros estão a ser comidos
Os pobres só invejam os ricos
Porque têm pobreza que sobre
Eu nunca vi nenhum rico invejar
Levar ou fazer, a vida dum pobre
Porque há mais discotecas
Do que há bibliotecas?
Porque não lê, quem sabe ler?
Porque há pessoas analfabetas?
Se houvesse mais pessoas a ler
Haveria mais gente a responder
E todas dariam as respostas
Que a muitos, não interessa saber
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89-Sociedade
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Poema: Miguel Torga, aniversariante de Agosto
Aqui vai um poema em homenagem ao escritor e poeta Miguel Torga, que fazia anos em Agosto. Para todos os aniversariantes de Agosto, os meus parabéns.
Espero que o poema seja do vosso agrado.
Nasceu no mês de Agosto
Em terras de Vila Real
Em S. Martinho da Anta
No nordeste de Portugal
Era filho de família humilde
Foi dura a infância que passou
Ninguém conheceu como ele
O pão que o diabo amassou
Aos 13 anos foi para o Brasil
Onde trabalhou em várias obras
Guardou vacas e apanhou café
Foi tudo, até caçador de cobras
Trabalhou 5 anos na fazenda
Dum agricultor, parente seu
Voltou depois para Portugal
Onde tirou o curso do liceu
Formou-se médico especialista
De ouvidos, olhos e garganta
Deu consultas em várias terras
E em S. Martinho da Anta
Fixou residência em Coimbra
Terra d'amores de Pedro e Inês
Nunca ganhou o prémio Nobel
Foi proposto mais que uma vez
Conheceu a miséria do povo
Do Portugal rural e profundo
Que ele relata nos seus Diários
E no livro "A Criação do Mundo"
Torga usa as referências biblicas
Para apontar as injustiças da terra
Foi perseguido e preso pela Pide
Por denunciar os crimes da guerra
Parabéns aos aniversariantes
Que fazem anos em Agosto
Mês das cigarras e das férias
E do luar, que brilha no rosto
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85-Aniversariantes
Poema: Heróis do mar
Mês de Agosto é mês de férias e é mês de visita dos nossos emigrantes, a pensar neles e num certo modo de estar dos portugueses, fiz este poema.
Espero que seja do vosso agrado.
Nós já fomos os heróis do mar
Mas deixámos os barcos de vez
Hoje um carro e uma estrada
Fazem o novo herói português
Anda o país todo sobre rodas
Cada um vai no seu carrinho
Que o ambiente pode esperar
Prá frente, é que é o caminho
Todo o país a andar de carro
Pois assim mesmo, é que é
Ter carro é o grande sonho
Neste país, ninguém anda a pé
Pode faltar dinheiro para tudo
Até para o colégio da menina
Mas não pode faltar o dinheiro
P'rá atestar o carro de gasolina
Vamos de carro para todo o lado
Vamos levar os meninos à escola
Vamos de carro para o trabalho
E vamos de carro, para ver a bola
Pelas férias vamos à terrinha
Caminhos velhos e carro novo
Na volta o carro faz de carrinha
Vem o carro cheio, como um ovo
Vem o português emigrante
De carro, para gozar vacanças
Como vinham as naus da India
Carregadinhos de lembranças
E lá na terra é um vai e vem
Para mostrar tanta grandeza
Esquecer um ano de trabalho
Feito de saudade e pobreza
Mês de Agosto, mês emigrante
Não pára a cigarra de cantar
Fim de férias volta a ser formiga
Para mais um ano a trabalhar
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157- Portugal
terça-feira, 14 de junho de 2011
Poema: Fernando Pessoa, aniversariante de Junho
Fernando Pessoa, nasceu em 1888 no dia 13 de Junho. Sobre a sua vida e obra, eu fiz este poema, que dedico a todos os aniversariantes do mês de Junho.
Nasceu em 13 de Junho de 1888
No Largo de S. Carlos em Lisboa
Foi poeta, escritor e jornalista
De seu nome, Fernando Pessoa
Viveu e estudou na África do Sul
Onde teve uma educação inglesa
Defendeu a sua Pátria de sempre
A sua amada, língua portuguesa
Conheceu pessoas importantes
E teve delas boas lembranças
Mas o melhor que há no mundo
O melhor? São as crianças !
Nunca casou, não teve filhos
Mas nunca conheceu a solidão
Ele criou uma grande família
Todos filhos da sua imaginação
Alberto Caeiro, Álvaro Campos
São alguns filhos da sua pena
Um homem é sempre grande
Quando a alma, não é pequena
Surpreendem os seus poemas
Só comparáveis aos de Camões
Ele criou vários heterónimos
Ninguém sabe quais as razões
"Todos os dias são meus
Do nascer até ao morrer"
Dos 47 anos que ele viveu
Ainda há muito por saber
Fez da bebida sua companheira
Porque se julgava mais forte
Mas a bebida é má conselheira
Em vez de vida, deu-lhe a morte
Parabéns aos aniversariantes
Do mês dos Santos Populares
Mês de Junho, um país em festa
Uma festa, em todos os lugares
Nasceu em 13 de Junho de 1888
No Largo de S. Carlos em Lisboa
Foi poeta, escritor e jornalista
De seu nome, Fernando Pessoa
Viveu e estudou na África do Sul
Onde teve uma educação inglesa
Defendeu a sua Pátria de sempre
A sua amada, língua portuguesa
Conheceu pessoas importantes
E teve delas boas lembranças
Mas o melhor que há no mundo
O melhor? São as crianças !
Nunca casou, não teve filhos
Mas nunca conheceu a solidão
Ele criou uma grande família
Todos filhos da sua imaginação
Alberto Caeiro, Álvaro Campos
São alguns filhos da sua pena
Um homem é sempre grande
Quando a alma, não é pequena
Surpreendem os seus poemas
Só comparáveis aos de Camões
Ele criou vários heterónimos
Ninguém sabe quais as razões
"Todos os dias são meus
Do nascer até ao morrer"
Dos 47 anos que ele viveu
Ainda há muito por saber
Fez da bebida sua companheira
Porque se julgava mais forte
Mas a bebida é má conselheira
Em vez de vida, deu-lhe a morte
Parabéns aos aniversariantes
Do mês dos Santos Populares
Mês de Junho, um país em festa
Uma festa, em todos os lugares
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77- Aniversariantes
domingo, 29 de maio de 2011
Poema: Viagens de negócios
Chega o bom tempo e as nossas caixas de correio enchem-se de convites para viagens a um preço aliciante, mas acompanhado duma demonstração comercial em que os participantes são convidados a comprar, é disso que fala este meu poema:
Estão na moda estas viagens
A preços baixos, um milagre !
Mas não há nada neste mundo
Que se dê... e não se pague
Passe um dia inesquecível
Viajando a preços de arrasar
Vai assistir a uma demonstração
E ninguém é obrigado a comprar
Primeiro, enchem-lhe a barriga
Para ficar um pouco adormecido
E no fim da demonstração
Você, já está meio convencido
Você não queria comprar nada
Mas eles estão lá p'ró convencer
Eles não vivem só das viagens
O negócio deles mesmo,é vender
Eles usam todos os argumentos
Conforme instruções da empresa
O que você pagou pela viagem
Não paga metade da despesa
Qualquer pessoa lhes dá razão
Mesmo que esteja indecisa
Você sente que está em dívida
E compra coisas, que não precisa
Falam-lhe dos juros do banco
E do dinheiro que lá tem
Pouco rende e com a inflação
Pouco ou nada vale, amanhã
Então? não nos compra nada?
Não faça figura de forreta
Compre-nos qualquer coisa
Leve ao menos uma vaporeta
Os artigos que você comprou
Custam o dobro ou muito mais
Mas você leva prendas para todos
Prós filhos, prós netos e prós pais
Estão na moda estas viagens
A preços baixos, um milagre !
Mas não há nada neste mundo
Que se dê... e não se pague
Passe um dia inesquecível
Viajando a preços de arrasar
Vai assistir a uma demonstração
E ninguém é obrigado a comprar
Primeiro, enchem-lhe a barriga
Para ficar um pouco adormecido
E no fim da demonstração
Você, já está meio convencido
Você não queria comprar nada
Mas eles estão lá p'ró convencer
Eles não vivem só das viagens
O negócio deles mesmo,é vender
Eles usam todos os argumentos
Conforme instruções da empresa
O que você pagou pela viagem
Não paga metade da despesa
Qualquer pessoa lhes dá razão
Mesmo que esteja indecisa
Você sente que está em dívida
E compra coisas, que não precisa
Falam-lhe dos juros do banco
E do dinheiro que lá tem
Pouco rende e com a inflação
Pouco ou nada vale, amanhã
Então? não nos compra nada?
Não faça figura de forreta
Compre-nos qualquer coisa
Leve ao menos uma vaporeta
Os artigos que você comprou
Custam o dobro ou muito mais
Mas você leva prendas para todos
Prós filhos, prós netos e prós pais
Poema: Delinquência juvenil
Numa semana em que o país tomou conhecimento da violência gratuita entre jovens, este poema feito em Maio de 2009 dá um retrato da delinquência juvenil e das razões que estão por detrás. Aqui vos deixo este poema sobre o tema:
Foi tão maltratado na infância
Que só aprendeu a maltratar
Faz aquilo que lhe ensinaram
Que mais poderiamos esperar
"Tu não prestas para nada"
Disseram-lhe, era ele menino
Disseram-lhe tantas vezes isto
Que ele seguiu, esse destino
Andam zangados com o mundo
Eles não pediram para nascer
Julgam que todos lhe devem
E a ninguém querem obedecer
Estas, são crianças infelizes
Espalham à volta infelicidade
Riscam carros, partem coisas
Elas são o fruto da sociedade
Crianças criadas sem afecto
Crescendo entre jogos e TV
Imitam tudo aquilo que vêem
E depois, é aquilo que se vê
Não lhe faltam maus exemplos
Tantos, que até parece natural
Elas não fazem nada bem feito
À sua volta só vêem fazer mal
São filhos de pais ausentes
Não têm respeito a ninguém
Órfãos, filhos de pais vivos
Não reconhecem pai, nem mãe
Já provaram todos os vícios
E comeram do fruto proibido
Como não foram contrariados
Julgam que tudo é permitido
O que os pais não fizeram
Não é a escola que o fará
Que será destes meninos
Criados assim, ao Deus-dará
Foi tão maltratado na infância
Que só aprendeu a maltratar
Faz aquilo que lhe ensinaram
Que mais poderiamos esperar
"Tu não prestas para nada"
Disseram-lhe, era ele menino
Disseram-lhe tantas vezes isto
Que ele seguiu, esse destino
Andam zangados com o mundo
Eles não pediram para nascer
Julgam que todos lhe devem
E a ninguém querem obedecer
Estas, são crianças infelizes
Espalham à volta infelicidade
Riscam carros, partem coisas
Elas são o fruto da sociedade
Crianças criadas sem afecto
Crescendo entre jogos e TV
Imitam tudo aquilo que vêem
E depois, é aquilo que se vê
Não lhe faltam maus exemplos
Tantos, que até parece natural
Elas não fazem nada bem feito
À sua volta só vêem fazer mal
São filhos de pais ausentes
Não têm respeito a ninguém
Órfãos, filhos de pais vivos
Não reconhecem pai, nem mãe
Já provaram todos os vícios
E comeram do fruto proibido
Como não foram contrariados
Julgam que tudo é permitido
O que os pais não fizeram
Não é a escola que o fará
Que será destes meninos
Criados assim, ao Deus-dará
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Poema: Hoje ninguém quer trabalhar
Celebra-se em Maio o Dia do Drabalhador, trabalhador que quer ver o seu valor reconhecido, mas a par disso, assistimos a uma desregulação do mercado de trabalho, onde os salários baixam e só aumenta a precariedade.
Os trabalhadores têm cada vez menos razões para festejar o Dia do Trabalhador. Sobre este tema eu fiz este poema.
O trabalho já não tem valor
Só barato o querem comprar
E trabalhar só para aquecer
Já ninguém quer trabalhar
Todo o valor está no dinheiro
O trabalho foi marginalizado
Só dão valor ao trabalhador
Quando puder ser explorado
Nesta sociedade mercantilista
Tem valor, quem dinheiro tem
Por isso todos querem ser ricos
E não trabalhar para ninguém
Tudo aparece feito por encanto
Ao toque dum botão ou pedal
Quase tudo está automatizado
Já só falta o trabalho manual
Só o trabalho produz riqueza
Tudo o resto é especulação
O que cresce daqui, falta dali
A riqueza, só muda de mão
As sociedades do presente
Precisam todas da emigração
Sociedades que não têm filhos
Estão condenadas à extinção
Para manter este nível de vida
É preciso alguém para trabalhar
Mas se ninguém quer ter filhos
O nosso nível de vida, vai baixar
Vemos patrões a lamentarem-se
Não há ninguém para trabalhar
A pagarem salários de miséria
Que outra coisa seria de esperar
O tempo dos escravos acabou
O tempo, já não volta para trás
Quem quer trabalho que o pague
É preciso dar valor a quem o faz
Os trabalhadores têm cada vez menos razões para festejar o Dia do Trabalhador. Sobre este tema eu fiz este poema.
O trabalho já não tem valor
Só barato o querem comprar
E trabalhar só para aquecer
Já ninguém quer trabalhar
Todo o valor está no dinheiro
O trabalho foi marginalizado
Só dão valor ao trabalhador
Quando puder ser explorado
Nesta sociedade mercantilista
Tem valor, quem dinheiro tem
Por isso todos querem ser ricos
E não trabalhar para ninguém
Tudo aparece feito por encanto
Ao toque dum botão ou pedal
Quase tudo está automatizado
Já só falta o trabalho manual
Só o trabalho produz riqueza
Tudo o resto é especulação
O que cresce daqui, falta dali
A riqueza, só muda de mão
As sociedades do presente
Precisam todas da emigração
Sociedades que não têm filhos
Estão condenadas à extinção
Para manter este nível de vida
É preciso alguém para trabalhar
Mas se ninguém quer ter filhos
O nosso nível de vida, vai baixar
Vemos patrões a lamentarem-se
Não há ninguém para trabalhar
A pagarem salários de miséria
Que outra coisa seria de esperar
O tempo dos escravos acabou
O tempo, já não volta para trás
Quem quer trabalho que o pague
É preciso dar valor a quem o faz
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155- Trabalho
domingo, 8 de maio de 2011
Poema : O coração é fonte de amor
O mês de Maio é o mês dedicado ao coração, que tem sido objecto de muitos poemas. Quase todos falam do coração como o símbolo do amor, sobre ele eu fiz uma abordagem diferente, mais vista pelo lado da sociedade em que vivemos.
Não vou falar do coração
Que bate entre pulmões
Que tanto bate de paixão
Como bate nas aflições
Não vou falar das doenças
Vasculares e hipertensão
Nem do colesterol elevado
Devido a má alimentação
Não vou falar do andar a pé
Exercício que tanta falta faz
Nem do álcool nem do tabaco
Que só dão, a ilusão de paz
Falo dos casamentos falhados
Que crescem cada vez mais
E das crianças que vivem sós
Em famílias mono parentais
Da emancipação feminina
Que se bate pela mudança
Que recusa a igualdade justa
E está sedenta de vingança
O homem é amado e odiado
Acusado pela desigualdade
Quando a culpa é dos poderes
Que mandam nesta sociedade
Uma sociedade sem crianças
Onde ser mãe só dá sarilhos
Que descrimina as mulheres
E tira o direito a terem filhos
Um dia teremos bebés proveta
Vendidos em supermercados
Prontos a usar e sem trabalho
Perfeitos, gordinhos já criados
A culpa de todos estes males
É a falta de amor no coração
Que não pode viver sem amor
E ninguém ama por obrigação
Não vou falar do coração
Que bate entre pulmões
Que tanto bate de paixão
Como bate nas aflições
Não vou falar das doenças
Vasculares e hipertensão
Nem do colesterol elevado
Devido a má alimentação
Não vou falar do andar a pé
Exercício que tanta falta faz
Nem do álcool nem do tabaco
Que só dão, a ilusão de paz
Falo dos casamentos falhados
Que crescem cada vez mais
E das crianças que vivem sós
Em famílias mono parentais
Da emancipação feminina
Que se bate pela mudança
Que recusa a igualdade justa
E está sedenta de vingança
O homem é amado e odiado
Acusado pela desigualdade
Quando a culpa é dos poderes
Que mandam nesta sociedade
Uma sociedade sem crianças
Onde ser mãe só dá sarilhos
Que descrimina as mulheres
E tira o direito a terem filhos
Um dia teremos bebés proveta
Vendidos em supermercados
Prontos a usar e sem trabalho
Perfeitos, gordinhos já criados
A culpa de todos estes males
É a falta de amor no coração
Que não pode viver sem amor
E ninguém ama por obrigação
segunda-feira, 7 de março de 2011
Poema: A geração XXL
A rebeldia da juventude é de todos os tempos, mas em tempo de crise, ela é mais evidente. Já lhe chamaram a Geração Rasca, Geração Perdida, Geração à Rasca lhe chamam agora e vão sair à rua para exigir mais emprego e menos precariedade.
Sobre a nova geração eu fiz este poema e lhe chamei: Geração XXL.
Chamaram-lhe geração rasca
Do facilitismo e do deixa andar
Dos chumbos a matemática
Da iliteracia e abandono escolar
Geração dos Mac Donalds
E do telemóvel na escola
Da pizza e do hamburguer
Da cerveja e da Coca-Cola
Geração do telemóvel
Para jogar e para namorar
Para exibir e para divertir
Só não dá, para estudar
Geração do walkman
Da consola e do MP3
Das discotecas e concertos
Futura geração da surdez
É a geração dos graffittis
Do percing e da tatuagem
Geração da roupa de marca
Da etiqueta e da imagem
Geração dos jogos da bola
Dos desportistas de bancada
Da claque da provocação
Do insulto e da porrada
Geração dos call-centers
Do recibo verde, precário
Do contrato, a prazo certo
Sem futuro, nem horário
Geração da velocidade
Na estrada e na Internet
Dão cartas aos mais velhos
Com eles, ninguém se mete
Geração da abundância
Com gordura à flor da pele
Geração gorda e anafada
Esta é a geração, XXL
Sobre a nova geração eu fiz este poema e lhe chamei: Geração XXL.
Chamaram-lhe geração rasca
Do facilitismo e do deixa andar
Dos chumbos a matemática
Da iliteracia e abandono escolar
Geração dos Mac Donalds
E do telemóvel na escola
Da pizza e do hamburguer
Da cerveja e da Coca-Cola
Geração do telemóvel
Para jogar e para namorar
Para exibir e para divertir
Só não dá, para estudar
Geração do walkman
Da consola e do MP3
Das discotecas e concertos
Futura geração da surdez
É a geração dos graffittis
Do percing e da tatuagem
Geração da roupa de marca
Da etiqueta e da imagem
Geração dos jogos da bola
Dos desportistas de bancada
Da claque da provocação
Do insulto e da porrada
Geração dos call-centers
Do recibo verde, precário
Do contrato, a prazo certo
Sem futuro, nem horário
Geração da velocidade
Na estrada e na Internet
Dão cartas aos mais velhos
Com eles, ninguém se mete
Geração da abundância
Com gordura à flor da pele
Geração gorda e anafada
Esta é a geração, XXL
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36-Juventude
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Poema: As contas nunca batem certas
Vive o país em crise, porque as despesas são maiores do que as receitas. Cabe ao governo equilibrar as contas para que a crise passe. Para isso o governo distribui o mal pelas aldeias, aumenta impostos, corta salários e subsidios, mas não vai às causas que deram origem à crise e sem combater as causas a crise irá continuar, e as causas são conhecidas de todos. Sobre o tema eu fiz este poema
As contas nunca batem certas
Crescem sempre para mais
Na hora de apresentar contas
Elas são diferentes das iniciais
Os nossos mestres de obras
Não ficam bem neste retrato
Nas contas que eles fazem
Dois e dois, não são quatro
Levam muito tempo a fazer
Mais tempo, que o esperado
Mas são obras muito valiosas
Obras de custo acrescentado
O erro, é igual à mentira
Errar, é como quem mente
Quem erra e não tem castigo
Erra uma vez e erra sempre
Castigavam-se as crianças
Que não sabiam a tabuada
Uma reguada por cada erro
E estes? Não levam nada?
O Estado não paga a horas
Anda com as contas relaxadas
E os privados põem na conta
Os juros, das contas atrasadas
O Estado não dá o exemplo
Devia de fazer, mas não faz
Mas faz bonitos discursos
Como fazia o Frei Tomás
O Zé Povinho paga tudo
Paga o certo e paga o errado
E ainda paga juros de mora
Quando paga atrasado
Custam-nos os olhos da cara
Tantos erros, tanto deslize
Com tantas contas erradas
Nunca mais, saímos da crise
As contas nunca batem certas
Crescem sempre para mais
Na hora de apresentar contas
Elas são diferentes das iniciais
Os nossos mestres de obras
Não ficam bem neste retrato
Nas contas que eles fazem
Dois e dois, não são quatro
Levam muito tempo a fazer
Mais tempo, que o esperado
Mas são obras muito valiosas
Obras de custo acrescentado
O erro, é igual à mentira
Errar, é como quem mente
Quem erra e não tem castigo
Erra uma vez e erra sempre
Castigavam-se as crianças
Que não sabiam a tabuada
Uma reguada por cada erro
E estes? Não levam nada?
O Estado não paga a horas
Anda com as contas relaxadas
E os privados põem na conta
Os juros, das contas atrasadas
O Estado não dá o exemplo
Devia de fazer, mas não faz
Mas faz bonitos discursos
Como fazia o Frei Tomás
O Zé Povinho paga tudo
Paga o certo e paga o errado
E ainda paga juros de mora
Quando paga atrasado
Custam-nos os olhos da cara
Tantos erros, tanto deslize
Com tantas contas erradas
Nunca mais, saímos da crise
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127-Economia
domingo, 30 de janeiro de 2011
Poema: O rei consumidor vai nú
A época de Natal e Ano Novo é uma época de grande consumo, de luxo e de ostentação. Consumir e fazer vida de rico é muito bom, mas tem um problema, é preciso dinheiro, na altura de Natal, todos se esforçam por comprar sempre mais alguma coisa, o que é incentivado pela publicidade e os comerciantes agradecem.
Mas tudo têm um custo, que tem de ser pago. Sobre o consumismo desenfreado, eu fiz este poema.
Quem sou eu? perguntei um dia
Ao meu ego mais profundo
E o ego, respondeu-me assim
Tu és o rei, és o rei do mundo
Sim, eu sou o rei do mundo
Todos têm de me obedecer
A concorrência é muito grande
E todos a mim, querem vender
Sim, eu sou o rei-consumidor
Em todo o lado, sou o primeiro
Eles sem mim, não podem viver
Precisam todos do meu dinheiro
Tu és um pobre rei-consumidor
Quer sejas homem ou mulher
Tu julgas que mandas em nós
Mas só fazes o que a gente quer
Tu julgas-te o rei do mundo
E pensas que nós somos tôlos
Quantas vezes foste enganado
Com as nossas papas e bolos
És um pobre rei-consumidor
Além de tolo, também és vaidoso
Nós dizemos-te que és o maior
Tu acreditas e ficas todo baboso
És muito exigente nas modas
Tu exiges mais e mais de nós
E nós damos-te a última moda
Que é do tempo, dos teus avós
Endividaste-te para ter tudo
Mesmo que tu não possas
E as riquezas que tu tinhas
Já não são tuas, são nossas
És um rei, mas já não mandas
Deixamos-te viver nessa ilusão
O rei do mundo é o dinheiro
E esse, está todo na nossa mão
Mas tudo têm um custo, que tem de ser pago. Sobre o consumismo desenfreado, eu fiz este poema.
Quem sou eu? perguntei um dia
Ao meu ego mais profundo
E o ego, respondeu-me assim
Tu és o rei, és o rei do mundo
Sim, eu sou o rei do mundo
Todos têm de me obedecer
A concorrência é muito grande
E todos a mim, querem vender
Sim, eu sou o rei-consumidor
Em todo o lado, sou o primeiro
Eles sem mim, não podem viver
Precisam todos do meu dinheiro
Tu és um pobre rei-consumidor
Quer sejas homem ou mulher
Tu julgas que mandas em nós
Mas só fazes o que a gente quer
Tu julgas-te o rei do mundo
E pensas que nós somos tôlos
Quantas vezes foste enganado
Com as nossas papas e bolos
És um pobre rei-consumidor
Além de tolo, também és vaidoso
Nós dizemos-te que és o maior
Tu acreditas e ficas todo baboso
És muito exigente nas modas
Tu exiges mais e mais de nós
E nós damos-te a última moda
Que é do tempo, dos teus avós
Endividaste-te para ter tudo
Mesmo que tu não possas
E as riquezas que tu tinhas
Já não são tuas, são nossas
És um rei, mas já não mandas
Deixamos-te viver nessa ilusão
O rei do mundo é o dinheiro
E esse, está todo na nossa mão
Poema: A abstenção ganhou por maioria
Mais um acto eleitoral, desta vez para a presidência da República, nos resultados finais cresce a abstenção, há uma parte significativa de eleitores,
que por desinteresse, por preguiça ou por doença, não vai votar, número crescente, que já ultrapassa os 50% do eleitorado.
Sobre esse tema eu fiz este poema.
A abstenção é o maior partido
E tem uma força muito séria
Mas de que serve essa força
Se não tem voto na matéria?
A abstenção é um partido
Dos desiludidos e doentes
E dos muitos preguiçosos
Que estão sempre ausentes
A abstenção é em Portugal
O partido da abstinência
É o maior, mas não governa
Por falta de comparência
A ditadura prendia aqueles
Que contra ela, lutavam
Votavam todos da situação
Lá, até os mortos votavam
A abstenção é o partido
Dos vencidos desta vida
Dos que não esperam vencer
E já estão vencidos à partida
Qualquer voto na abstenção
Não é derrota, nem é vitória
É um voto na continuidade
Que nunca mudará a história
Aquele que não se identifica
Com nenhum partido às eleições
Tem o voto branco e o voto nulo
Pode votar numa dessas opções
O abstinente vive acomodado
E todo o governo lhe fica bem
Não se pode queixar do governo
Porque não votou em ninguém
Hoje que vivemos em liberdade
Como noutro tempo não havia
Se quem pode votar, não vota
Algo vai mal, nesta democracia
que por desinteresse, por preguiça ou por doença, não vai votar, número crescente, que já ultrapassa os 50% do eleitorado.
Sobre esse tema eu fiz este poema.
A abstenção é o maior partido
E tem uma força muito séria
Mas de que serve essa força
Se não tem voto na matéria?
A abstenção é um partido
Dos desiludidos e doentes
E dos muitos preguiçosos
Que estão sempre ausentes
A abstenção é em Portugal
O partido da abstinência
É o maior, mas não governa
Por falta de comparência
A ditadura prendia aqueles
Que contra ela, lutavam
Votavam todos da situação
Lá, até os mortos votavam
A abstenção é o partido
Dos vencidos desta vida
Dos que não esperam vencer
E já estão vencidos à partida
Qualquer voto na abstenção
Não é derrota, nem é vitória
É um voto na continuidade
Que nunca mudará a história
Aquele que não se identifica
Com nenhum partido às eleições
Tem o voto branco e o voto nulo
Pode votar numa dessas opções
O abstinente vive acomodado
E todo o governo lhe fica bem
Não se pode queixar do governo
Porque não votou em ninguém
Hoje que vivemos em liberdade
Como noutro tempo não havia
Se quem pode votar, não vota
Algo vai mal, nesta democracia
sábado, 22 de janeiro de 2011
Poema: Os cortes no orçamento
Começou o novo ano e em Janeiro começaram a aparecer os efeitos dos cortes no Orçamento do Estado, achei por isso oportuno, dar uma visão poética sobre o assunto.
Pelos desgovernos deste Governo
Não põe o povo, as mãos no lume
Porque quando a crise bate à porta
Quem paga, são os mesmos do costume
É assim neste mundo imperfeito
Desde a antiguidade até agora
Os pobres pagam os impostos
E os ricos, ficam sempre de fora
Começa o governo a fazer cortes
E começa logo pelo lado errado
Mais parece o papel higiénico
Que nunca corta pelo picotado
O governo talha o fato ao pobre
Talha o destino e talha o menu
Deixa o pobre, ainda mais pobre
De cinto apertado e quase nu
O governo corta em todo o lado
Mas corta sempre nos de baixo
Só não corta nas mordomias
Nos gestores que têm um tacho
Gestor prevenido vale por dois
Parte e reparte ele faz as normas
Como bom julgador a si se julga
E atribui a si, chorudas reformas
Farta-se o governo de cortar
Na despesa alheia, não na sua
Mas por mais cortes que faça
A crise não acaba, continua
Com a crise que o país tem
Nestes tempos tão mauzinhos
Já ninguém quer fazer filhos
Eles que se façam, sozinhos
Cortam no papel da fotocópia
No papel higiénico e no jornal
Com tanto corte neste país
Mudem o nome para Cor-tu-gal
Pelos desgovernos deste Governo
Não põe o povo, as mãos no lume
Porque quando a crise bate à porta
Quem paga, são os mesmos do costume
É assim neste mundo imperfeito
Desde a antiguidade até agora
Os pobres pagam os impostos
E os ricos, ficam sempre de fora
Começa o governo a fazer cortes
E começa logo pelo lado errado
Mais parece o papel higiénico
Que nunca corta pelo picotado
O governo talha o fato ao pobre
Talha o destino e talha o menu
Deixa o pobre, ainda mais pobre
De cinto apertado e quase nu
O governo corta em todo o lado
Mas corta sempre nos de baixo
Só não corta nas mordomias
Nos gestores que têm um tacho
Gestor prevenido vale por dois
Parte e reparte ele faz as normas
Como bom julgador a si se julga
E atribui a si, chorudas reformas
Farta-se o governo de cortar
Na despesa alheia, não na sua
Mas por mais cortes que faça
A crise não acaba, continua
Com a crise que o país tem
Nestes tempos tão mauzinhos
Já ninguém quer fazer filhos
Eles que se façam, sozinhos
Cortam no papel da fotocópia
No papel higiénico e no jornal
Com tanto corte neste país
Mudem o nome para Cor-tu-gal
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Poema: A política é de todos
Estamos em campanha eleitoral e é ocasião para falar de política, sem no entanto tomar partido por este ou por aquele partido, isso é uma opção pessoal que cabe a cada um fazer.
Mas não deixa de ser um tema interessante para reflexão, porque entendo que a política é de todos, o que não quer dizer, que todos temos de ser políticos.
Como o país não pode viver sem governantes, então que se escolham os melhores.
A política é como a chuva
Disse-me isto minha prima
Quem não se mete em política
Leva com a política em cima
Quem não sabe de política
Não sabe do governo da nação
Não se pode conduzir carros
Sem ter carta de condução
A política governa a Nação
E a todos deveria interessar
A quem não sabe de política
É que os políticos vão enganar
Por não sabermos de política
Temos os políticos que temos
Mas não interessa aos políticos
Que nós, nos interessemos
Os políticos não são imunes
Às manobras da corrupção
As tentações são enormes
Uns resistem e outros não
Os políticos são humanos
E nenhum humano é perfeito
Todos têm a fama de corruptos
Uns juntam à fama o proveito
Os políticos não são deuses
Fomos nós que os endeusámos
Não são eles que nos enganam
Fomos nós que nos enganámos
Dizer que eles são todos iguais
É pô-los todos no mesmo saco
É não ver diferença nenhuma
Entre um homem e um macaco
Votar em qualquer político
Sem o conhecer bem primeiro
É como entregar à raposa
A guarda do nosso galinheiro
Mas não deixa de ser um tema interessante para reflexão, porque entendo que a política é de todos, o que não quer dizer, que todos temos de ser políticos.
Como o país não pode viver sem governantes, então que se escolham os melhores.
A política é como a chuva
Disse-me isto minha prima
Quem não se mete em política
Leva com a política em cima
Quem não sabe de política
Não sabe do governo da nação
Não se pode conduzir carros
Sem ter carta de condução
A política governa a Nação
E a todos deveria interessar
A quem não sabe de política
É que os políticos vão enganar
Por não sabermos de política
Temos os políticos que temos
Mas não interessa aos políticos
Que nós, nos interessemos
Os políticos não são imunes
Às manobras da corrupção
As tentações são enormes
Uns resistem e outros não
Os políticos são humanos
E nenhum humano é perfeito
Todos têm a fama de corruptos
Uns juntam à fama o proveito
Os políticos não são deuses
Fomos nós que os endeusámos
Não são eles que nos enganam
Fomos nós que nos enganámos
Dizer que eles são todos iguais
É pô-los todos no mesmo saco
É não ver diferença nenhuma
Entre um homem e um macaco
Votar em qualquer político
Sem o conhecer bem primeiro
É como entregar à raposa
A guarda do nosso galinheiro
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67-Política
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Poema: O centenário da fábrica de tachos da República
Comemorou-se no dia 5 de Outubro a Implantação da República, facto que para todos nós pertence ao passado e que a muitos diz pouco.
Por isso achei melhor apresentar o Centenário da "fábrica" que "fabrica" tachos e que chegou até aos nossos dias com todas a vicissitudes do mercado e da gestão dificil num mundo globalizado, a história da fábrica, corre paralela à história do país e por isso há grande coincidência de factos que afectam ambos. Como a "fábrica" ainda se mantêm em laboração é fácilmente reconhecida por todos nós e a todos nós diz respeito como contribuintes. Foi para comemorar o centenário da dita "fábrica" que fiz este poema.
A República fabrica tachos
Como fabricava a monarquia
Mas fábrica que gasta demais
Pode ir à falência qualquer dia
Assim aconteceu na monarquia
A Real Fábrica de tachos faliu
Houve despedimentos e tudo
Mas logo a República a abriu
Era a maior fábrica de então
Dos bons tempos antanhos
Só entrava a elite da nobreza
Como o Conde de Abranhos
Mas o bem, não dura sempre
O mercado, já não é referência
A procura é maior que a oferta
A fábrica, um dia vai à falência
E para satisfazer a procura
Abriram um série de sucursais
Institutos e empresas públicas
Já não chegam, querem mais
O Estado somos, todos nós
Ouvimos dizer tantas vezes
Cada eleitor é um pagante
Dos reais tachos portugueses
Há profissionais do tacho
Que servem a dois senhores
Voam de partido em partido
Como abelhas, entre flores
Na vida há sempre um mas
E um dia, é que vão ser elas
É fácil enganar o Zé Povinho
Mas não se engana Bruxelas
Vem aí a China endinheirada
Comprar a fábrica portuguesa
Quer lá todos os portugueses
A trabalhar, à moda chinesa
Por isso achei melhor apresentar o Centenário da "fábrica" que "fabrica" tachos e que chegou até aos nossos dias com todas a vicissitudes do mercado e da gestão dificil num mundo globalizado, a história da fábrica, corre paralela à história do país e por isso há grande coincidência de factos que afectam ambos. Como a "fábrica" ainda se mantêm em laboração é fácilmente reconhecida por todos nós e a todos nós diz respeito como contribuintes. Foi para comemorar o centenário da dita "fábrica" que fiz este poema.
A República fabrica tachos
Como fabricava a monarquia
Mas fábrica que gasta demais
Pode ir à falência qualquer dia
Assim aconteceu na monarquia
A Real Fábrica de tachos faliu
Houve despedimentos e tudo
Mas logo a República a abriu
Era a maior fábrica de então
Dos bons tempos antanhos
Só entrava a elite da nobreza
Como o Conde de Abranhos
Mas o bem, não dura sempre
O mercado, já não é referência
A procura é maior que a oferta
A fábrica, um dia vai à falência
E para satisfazer a procura
Abriram um série de sucursais
Institutos e empresas públicas
Já não chegam, querem mais
O Estado somos, todos nós
Ouvimos dizer tantas vezes
Cada eleitor é um pagante
Dos reais tachos portugueses
Há profissionais do tacho
Que servem a dois senhores
Voam de partido em partido
Como abelhas, entre flores
Na vida há sempre um mas
E um dia, é que vão ser elas
É fácil enganar o Zé Povinho
Mas não se engana Bruxelas
Vem aí a China endinheirada
Comprar a fábrica portuguesa
Quer lá todos os portugueses
A trabalhar, à moda chinesa
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199-Política
Poema: Nasceu um buraco na minha rua
Chegam as primeiras chuvas e começam a aparecer os buracos, que os carros vão alargando e alagando, quem perto deles passar distraído.
Os peões são o alvo preferido de condutores brincalhões ou distraídos, por isso cabe ao cidadão alertar as entidades competentes para taparem os ditos buracos.
O tema não tem nada de póetico, mas pode ser uma forma mais eficaz, de sensibilizar as entidades competentes. Espero que gostem.
Nasceu um buraco na minha rua
Disse logo profético ao nascer
Quando for grande quero ser
Muito importante, vocês vão ver
Quis tapar a boca ao buraco
Participei à junta, fiz o meu dever
Não o tapavam, era pequenino
Tinha ainda muito que crescer
O buraco que era pequenino
Tão pequenino que mal se via
Fez-se depressa um buracão
Cresceu da noite para o dia
Até os carros topo de gama
Abrandavam por ele ao passar
Só por cuidado, não por respeito
Não fosse o carro se estragar
Mas com o passar do tempo
Tornou-se o buraco arrogante
Via os carros passar devagar
Já se julgava muito importante
Insisti com o presidente da junta
Isso era das suas competências
Até pode haver um acidente
Precisa de tomar providências
O presidente não ligou nenhuma
Buracos? é coisa que não falta
Para quê perder o seu tempo
Porque um buraco chateia a malta
Mas um dia passou o presidente
A alta velocidade, sem atenção
Rebentou-lhe o pneu e capotou
Vieram logo jornais e televisão
Sentiu-se o buraco importante
Com tanta atenção e cuidado
E o buraco que chateava a malta
Foi logo nesse momento, tapado
Os peões são o alvo preferido de condutores brincalhões ou distraídos, por isso cabe ao cidadão alertar as entidades competentes para taparem os ditos buracos.
O tema não tem nada de póetico, mas pode ser uma forma mais eficaz, de sensibilizar as entidades competentes. Espero que gostem.
Nasceu um buraco na minha rua
Disse logo profético ao nascer
Quando for grande quero ser
Muito importante, vocês vão ver
Quis tapar a boca ao buraco
Participei à junta, fiz o meu dever
Não o tapavam, era pequenino
Tinha ainda muito que crescer
O buraco que era pequenino
Tão pequenino que mal se via
Fez-se depressa um buracão
Cresceu da noite para o dia
Até os carros topo de gama
Abrandavam por ele ao passar
Só por cuidado, não por respeito
Não fosse o carro se estragar
Mas com o passar do tempo
Tornou-se o buraco arrogante
Via os carros passar devagar
Já se julgava muito importante
Insisti com o presidente da junta
Isso era das suas competências
Até pode haver um acidente
Precisa de tomar providências
O presidente não ligou nenhuma
Buracos? é coisa que não falta
Para quê perder o seu tempo
Porque um buraco chateia a malta
Mas um dia passou o presidente
A alta velocidade, sem atenção
Rebentou-lhe o pneu e capotou
Vieram logo jornais e televisão
Sentiu-se o buraco importante
Com tanta atenção e cuidado
E o buraco que chateava a malta
Foi logo nesse momento, tapado
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196- Trânsito
domingo, 12 de setembro de 2010
Poema: Bodes expiatórios
Depois dos resultados obtidos no Mundial de Futebol, é chegada a hora do ajuste de contas, é preciso encontrar um culpado para os maus resultados obtidos.
Já fiz uma poema sobre isso, a que chamei: "O Sucesso mínimo garantido",mas como a novela continua e a procura dum bode expiatório cai sobre o treinador, acho oportuno este poema que foi escrito em Outubro de 2009.
Em plena crise económica e social, parece ser este, o problema principal do país.
Passar as culpas aos outros
Já vem de longe, do antigamente
Para acalmar a ira dos deuses
Matámos muito animal inocente
As culpas queimam como brasas
E foge das culpas, o culpado
Quem tem culpas logo as passa
Para o vizinho, que está ao lado
Quem faz o mal, defende-se
Desviando de si a atenção
Acusa quem vai a passar
Com manobras de diversão
Em pequenino aprendemos
A mentir para nos desculpar
É assim que fazem os adultos
Quando eles, se querem safar
A vida é tal e qual um jogo
Onde todos querem ganhar
Quem perde, é o pião das nicas
E sobre ele, todos vão atirar
Quem dá parte de fraco
Torna-se o bombo da festa
Todos lhe malham em cima
E fugir é a saída que resta
Para calar as vozes de protesto
Quando as coisas ficavam bravas
Arranjava-se um bode expiatório
Alguém que fosse pagar as favas
Todos têm direito à defesa
Todos devem ter advogado
Todo o homem é inocente
Até que se prove, culpado
Há sempre um bode expiatório
Muro das nossas lamentações
Onde possamos descarregar
As nossas culpas e frustrações
Já fiz uma poema sobre isso, a que chamei: "O Sucesso mínimo garantido",mas como a novela continua e a procura dum bode expiatório cai sobre o treinador, acho oportuno este poema que foi escrito em Outubro de 2009.
Em plena crise económica e social, parece ser este, o problema principal do país.
Passar as culpas aos outros
Já vem de longe, do antigamente
Para acalmar a ira dos deuses
Matámos muito animal inocente
As culpas queimam como brasas
E foge das culpas, o culpado
Quem tem culpas logo as passa
Para o vizinho, que está ao lado
Quem faz o mal, defende-se
Desviando de si a atenção
Acusa quem vai a passar
Com manobras de diversão
Em pequenino aprendemos
A mentir para nos desculpar
É assim que fazem os adultos
Quando eles, se querem safar
A vida é tal e qual um jogo
Onde todos querem ganhar
Quem perde, é o pião das nicas
E sobre ele, todos vão atirar
Quem dá parte de fraco
Torna-se o bombo da festa
Todos lhe malham em cima
E fugir é a saída que resta
Para calar as vozes de protesto
Quando as coisas ficavam bravas
Arranjava-se um bode expiatório
Alguém que fosse pagar as favas
Todos têm direito à defesa
Todos devem ter advogado
Todo o homem é inocente
Até que se prove, culpado
Há sempre um bode expiatório
Muro das nossas lamentações
Onde possamos descarregar
As nossas culpas e frustrações
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97- Sociedade
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Poema: Matar na estrada não é crime
Chega o Verão e aumentam o número de desastres na estrada, não são acidentes como lhe chamamos, a maioria deles não acontecem por acaso, eles são um desastre para as vítimas, eles destroem vidas e famílias.Os seus causadores, muitas vezes, continuam alheios ao mal que fizeram, e continuam a conduzir impunemente, é urgente chamar os bois pelos nomes e atribuir as responsabilidades aos causadores destes crimes, a sociedade não pode continuar a ver morrer jovens e adultos, sem que nada se faça para contrariar esse flagelo. É disso que falo no meu poema.
Matar na estrada não é crime
Mesmo de forma negligente
Matar a tiro é homicídio
Matar na estrada é acidente
Com esta dualidade de critérios
Mata-se na estrada à vontade
E há tanta condução criminosa
Confiante da sua impunidade
Se quem matasse na estrada
Passasse um tempo na prisão
No futuro teria mais cuidado
E conduzia com mais atenção
Há condutores, como há peões
Portam-se como pessoas tontas
Não tem respeito por ninguém
Mas ninguém, lhes pede contas
Há comportamentos criminosos
De homicidas em potência
Matam e continuam a conduzir
Sem problemas de consciência
Não há castigo para tal crime
A família sente-se injustiçada
Morre o morto duas vezes
E o homicida, não sofre nada
Passar na passadeira não é
Um lugar seguro para o peão
Há ali tantos atropelamentos
Que até parece, contradição
Atribuem-se tantas medalhas
Por serviços prestados à Nação
Também os maus condutores
Deviam usar uma distinção
Se acham injusta tal medida
Arranjem outro tipo de sanção
Quem matasse na estrada
Seria posto fora da circulação
Matar na estrada não é crime
Mesmo de forma negligente
Matar a tiro é homicídio
Matar na estrada é acidente
Com esta dualidade de critérios
Mata-se na estrada à vontade
E há tanta condução criminosa
Confiante da sua impunidade
Se quem matasse na estrada
Passasse um tempo na prisão
No futuro teria mais cuidado
E conduzia com mais atenção
Há condutores, como há peões
Portam-se como pessoas tontas
Não tem respeito por ninguém
Mas ninguém, lhes pede contas
Há comportamentos criminosos
De homicidas em potência
Matam e continuam a conduzir
Sem problemas de consciência
Não há castigo para tal crime
A família sente-se injustiçada
Morre o morto duas vezes
E o homicida, não sofre nada
Passar na passadeira não é
Um lugar seguro para o peão
Há ali tantos atropelamentos
Que até parece, contradição
Atribuem-se tantas medalhas
Por serviços prestados à Nação
Também os maus condutores
Deviam usar uma distinção
Se acham injusta tal medida
Arranjem outro tipo de sanção
Quem matasse na estrada
Seria posto fora da circulação
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151-Sociedade
Poema: Pobreza é ficar indiferente
Em tempo de crise, crescem as dificuldades e a pobreza também, é preciso despertar as consciências para o fenómeno da pobreza, ela existe e deve de ser combatida, no ano de combate à pobreza, pobreza é ficar indiferente, não basta matar a fome a quem tem fome é preciso ir às causas do fenómeno.
A pobreza é uma violação dos direitos humanos, é disso que falo neste poema, no ano Internacional de Combate à Pobreza.
São castelos sem muralhas
Os novos condomínios fechados
Têm câmaras de vigilância
Espalhadas por todos os lados
Moram lá dentro as divindades
E os adoradores do dinheiro
Sócios de anónimas sociedades
Que dominam o mundo inteiro
Mas o dinheiro não tem pátria
Corre, não pára um momento
Para satisfazer a sede de lucro
E para rentabilizar o investimento
As empresas têm de ter lucros
A injustiça está na distribuição
A maioria recebe muito pouco
Poucos, recebem a parte de leão
Com tanta riqueza acumulada
Cresce a pobreza e desigualdade
Mas os ricos não se importam
Com a pobreza na sociedade
E para acalmar as consciências
Dizem que pobreza é tradição
E não se mostram incomodados
Com aqueles que não têm pão
Vivem fechados a sete chaves
E viajam em carros blindados
O medo, refugia-se em castelos
Dos novos condomínios fechados
Fecham-se portas e janelas
E fecham-se as consciências
Não há olhos, nem há ouvidos
Para as gritantes, carências
Pobreza, é ficarmos indiferentes
À pobreza, que há à nossa volta
É assistir a tudo, sem fazer nada
E não sentir cá dentro, a revolta
A pobreza é uma violação dos direitos humanos, é disso que falo neste poema, no ano Internacional de Combate à Pobreza.
São castelos sem muralhas
Os novos condomínios fechados
Têm câmaras de vigilância
Espalhadas por todos os lados
Moram lá dentro as divindades
E os adoradores do dinheiro
Sócios de anónimas sociedades
Que dominam o mundo inteiro
Mas o dinheiro não tem pátria
Corre, não pára um momento
Para satisfazer a sede de lucro
E para rentabilizar o investimento
As empresas têm de ter lucros
A injustiça está na distribuição
A maioria recebe muito pouco
Poucos, recebem a parte de leão
Com tanta riqueza acumulada
Cresce a pobreza e desigualdade
Mas os ricos não se importam
Com a pobreza na sociedade
E para acalmar as consciências
Dizem que pobreza é tradição
E não se mostram incomodados
Com aqueles que não têm pão
Vivem fechados a sete chaves
E viajam em carros blindados
O medo, refugia-se em castelos
Dos novos condomínios fechados
Fecham-se portas e janelas
E fecham-se as consciências
Não há olhos, nem há ouvidos
Para as gritantes, carências
Pobreza, é ficarmos indiferentes
À pobreza, que há à nossa volta
É assistir a tudo, sem fazer nada
E não sentir cá dentro, a revolta
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160- Sociedade
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